Pró-governo diz que acusação contra Brandão se apoia em relato sem provas
Pró-governo diz que acusação contra Brandão se apoia em relato sem provas
Um conjunto de papéis, imagens e registros telefônicos colocou o grupo do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), sob nova pressão. De um lado, a defesa de um condenado por homicídio apresenta o material como indício de corrupção; de outro, Brandão afirma que as acusações não têm provas e contesta a credibilidade do relato.
Gilbson César Soares Cutrim Júnior, condenado a 13 anos de prisão pelo homicídio cometido no Tech Office, em São Luís, entregou à Polícia Federal uma lista manuscrita com números de processos, a fotografia da etiqueta de um maço de dinheiro e o vídeo de um veículo. Segundo sua defesa, ele teria sido encarregado de procurar empresas com mais de R$ 5 milhões a receber de administrações anteriores, sob a condição de que parte dos pagamentos retornasse ao suposto grupo. “Ficou acertado que Gilbson César Soares Cutrim Júnior deveria ‘correr atrás’ de empresas que teriam valores a receber de gestões passadas”, afirma a petição enviada à PF.
A defesa também sustenta que a família do preso recebeu pagamentos em espécie para que ele permanecesse calado. O acordo, segundo essa versão, seria de R$ 30 mil mensais, mas apenas R$ 15 mil teriam sido efetivamente entregues. Gilbson ainda afirma ter participado de reuniões com Brandão no Palácio dos Leões e transportado dinheiro para a sede do governo.
O governador apresenta uma leitura oposta: diz ser “revoltante” que o depoimento de um condenado que mudou sua versão seja tratado como confiável. “Não há sequer uma prova de todas essas inverdades que estão sendo ditas”, declarou Brandão, acrescentando que sua defesa não teve acesso integral ao inquérito.
Daniel Brandão, sobrinho do governador e afastado da presidência do Tribunal de Contas do Maranhão por decisão do ministro Flávio Dino, também nega envolvimento e promete comprovar sua “absoluta inocência”. Assim, enquanto a defesa de Gilbson chama os arquivos de evidências materiais, os investigados os tratam como peças insuficientes, sustentadas por um depoimento sob contestação.
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