Pró-governo diz que vendaval exige cautela, não pânico, no Rio
Pró-governo diz que vendaval exige cautela, não pânico, no Rio
O Rio entrou em alerta diante da ameaça de ventos intensos, espremido entre dois recados oficiais: a população deve manter a calma, mas evitar espaços abertos, parques, praias e outras situações de risco. A rotina foi mantida em parte da cidade — e interrompida preventivamente em vários serviços.
A prefeitura enquadrou a situação como séria, porém administrável. “Hoje não é um dia normal, mas não é motivo para a gente sair em pânico. A gente tem que ter serenidade, tranquilidade e acompanhar os avisos por parte dos órgãos públicos”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere. O município está no Estágio 2, segundo nível de uma escala de cinco, que indica possibilidade de ocorrências de alto impacto.
O tom tranquilizador contrasta com o alcance das precauções. Parques municipais foram fechados, praticantes de stand up paddle tiveram de deixar o mar em Copacabana e celulares receberam um alerta severo às 13h23 — mais tarde que os horários inicialmente anunciados. Entre meio-dia e 13h, a Marambaia registrou rajada de 63,4 km/h.
Também houve impacto fora da capital. O TRF-2 adotou trabalho remoto, enquanto aulas foram suspensas em São Gonçalo, Paraty, Angra dos Reis e no campus Rio do IFRJ. Segundo a meteorologista Hana Silveira, os ventos ganhariam força primeiro na Costa Verde, depois na Região Metropolitana e, por fim, no restante do estado.
As previsões variam conforme o órgão: o Sistema Alerta Rio apontou rajadas de até 90 km/h, enquanto o aviso laranja do Inmet projetou ventos entre 60 e 100 km/h, com possibilidade de quedas de árvores, destelhamentos e danos à rede elétrica. A convergência está no conselho prático: evitar árvores, estruturas metálicas, placas e cabos caídos. A diferença está no enquadramento — normalidade cautelosa no discurso, mobilização ampla nas ruas.
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