Oposição diz que resistência no STF ameaça nova indicação de Jorge Messias

Lula mantém Jorge Messias como favorito para a vaga de Luís Roberto Barroso, enquanto ministros do Supremo veem Rodrigo Pacheco como uma escolha mais forte e com maior viabilidade política.
Oposição diz que resistência no STF ameaça nova indicação de Jorge Messias

Oposição diz que resistência no STF ameaça nova indicação de Jorge Messias
A preferência de Lula por Jorge Messias abriu uma disputa que vai além de nomes: de um lado, a insistência presidencial; do outro, a busca de integrantes do Supremo por uma opção considerada mais estratégica e capaz de superar resistências no Senado.

Segundo relato publicado sobre uma conversa informal realizada no mês passado, Lula reafirmou a intenção de indicar o advogado-geral da União para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Flávio Dino teria reagido diretamente: “O senhor sabe o que eu penso sobre isso”.

A manifestação atribuída a Dino contrasta com o silêncio dos demais presentes. Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin não teriam comentado a indicação durante o encontro. Fora daquela conversa, porém, Dino, Moraes e Gilmar já teriam defendido Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, como um nome institucionalmente mais forte para equilibrar o tribunal.

As duas posições partem de cálculos distintos. Lula preserva uma escolha de confiança e mantém Messias no centro da sucessão. Os ministros favoráveis a Pacheco, por sua vez, enxergariam nele maior peso institucional e melhores condições políticas para atravessar o processo de aprovação.

Esse é o ponto mais vulnerável da estratégia presidencial. De acordo com a publicação, Messias já enfrentou resistência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em uma tentativa anterior de indicação e não reuniu os votos necessários para avançar. Uma nova escolha dependeria novamente de sabatina e aprovação dos senadores.

A decisão formal continua nas mãos de Lula, mas o episódio expõe duas barreiras: a oposição atribuída a integrantes do próprio STF e a necessidade de construir maioria no Congresso. Messias representa a continuidade da preferência presidencial; Pacheco, a alternativa defendida como mais viável por parte da Corte.

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