Pró-governo diz que Dia D amplia proteção infantil e tenta fechar brechas na vacinação

Postos de todo o país mobilizam famílias para atualizar a caderneta de menores de 15 anos. A campanha incorpora a Pneumo 20 e reforça a vacinação contra o sarampo em três cidades paulistas.
Pró-governo diz que Dia D amplia proteção infantil e tenta fechar brechas na vacinação

Pró-governo diz que Dia D amplia proteção infantil e tenta fechar brechas na vacinação
O Dia D da multivacinação combina uma grande oferta nacional com uma missão individual: encontrar, criança por criança, as doses que ficaram para trás. A mobilização mira menores de 15 anos, mas também abre espaço para que responsáveis verifiquem a própria situação vacinal.

A campanha ocorre em Unidades Básicas de Saúde e pontos extras definidos pelos municípios. Embora reúna imunizantes contra poliomielite, sarampo, hepatites, meningites, HPV, dengue, Covid-19 e outras doenças, ninguém recebe automaticamente todas as vacinas: profissionais conferem idade, histórico e pendências na caderneta.

A novidade é a Pneumo 20, incorporada ao calendário nacional em junho. Destinada a crianças menores de 5 anos conforme o esquema de cada faixa etária, ela amplia a proteção contra 20 tipos de pneumococo associados a quadros como pneumonia e meningite. A campanha começou em 3 de agosto e continua até 1º de setembro.

O esforço nacional, porém, ganha contornos diferentes onde há risco mais imediato. São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo ampliaram temporariamente a vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos, após casos ligados à importação do vírus. Crianças de 6 a 11 meses podem receber a chamada “dose zero”, sem substituir as aplicações regulares previstas no calendário.

Enquanto a comunicação oficial destaca acesso e variedade, especialistas e autoridades concentram o alerta na continuidade dos esquemas. “Tem muitas crianças que receberam a primeira, a segunda, mas não receberam a terceira dose de uma vacina”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele também fez um apelo direto às famílias: “Não negue ao seu filho um direito que seu pai não te negou.”

A orientação prática é levar documento e cartão de vacinação, embora a falta da caderneta não impeça o atendimento. Locais e horários variam de acordo com cada município.

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