Haddad contesta Datafolha, mas admite vantagem de Tarcísio em SP
Haddad contesta Datafolha, mas admite vantagem de Tarcísio em SP
Fernando Haddad tenta colocar sob suspeita o tamanho da vantagem de Tarcísio de Freitas, mas não a liderança do governador. A divergência, portanto, está menos em quem aparece à frente e mais na distância que separa os dois candidatos ao governo paulista.
Pela leitura mais favorável à campanha petista, Haddad reconhece que levantamentos internos também mostram Tarcísio na dianteira, com diferença “razoavelmente grande” e fora da margem de erro. Ainda assim, sustenta que o Datafolha é o instituto que menos se aproxima dos números acompanhados pelo PT. “Então eu tenho que levar em conta as minhas pesquisas”, afirmou.
A cobertura crítica à reação de Haddad enfatiza outro ponto: o Datafolha registra uma vantagem ampla e consistente. Tarcísio aparece com 45% das intenções de voto, contra 27% do petista no primeiro turno; numa eventual segunda rodada, o placar seria de 54% a 35%. Haddad também lidera a rejeição, com 47%, ante 29% do governador.
Haddad concentra sua contestação nos candidatos menos conhecidos que aparecem no levantamento. “Tem quatro candidatos que eu não conheço, que somam 9% do eleitorado”, disse, classificando o resultado como “meio esquisito”. A crítica, porém, convive com sua admissão de que os próprios dados do PT mantêm Tarcísio à frente.
O Datafolha ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas entre 18 e 19 de agosto. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Assim, enquanto a campanha de Haddad questiona a magnitude da diferença, o levantamento oferece à candidatura de Tarcísio uma fotografia de favoritismo — e obriga o petista a contestar os números sem negar a tendência central da disputa.
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