Lula aposta em Paes e promete retomar territórios do crime sem “pirotecnia”
Lula aposta em Paes e promete retomar territórios do crime sem “pirotecnia”
Lula desembarcou na Zona Oeste do Rio com uma aposta dupla: transformar Eduardo Paes no rosto de sua estratégia estadual e responder à pressão eleitoral por segurança. A promessa é ambiciosa — recuperar áreas controladas por facções sem operações concebidas como espetáculo.
No Estádio Moça Bonita, em Bangu, o presidente afirmou que pretende ampliar a atuação federal caso seja reeleito. A estratégia passa pela PEC da Segurança Pública, já aprovada na Câmara, pela recriação de um ministério dedicado ao setor e pelo reforço das polícias Federal e Rodoviária Federal. “Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro”, declarou. Em contraste com ações de alta letalidade, acrescentou: “Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200. Nós vamos prendê-los.” A promessa também ganhou destaque na cobertura como um combate ao crime “sem pirotecnia”.
Se a segurança foi o principal compromisso, Paes ocupou o centro do cálculo político. Lula classificou sua candidatura como necessária para o Rio recuperar “sua autoestima como Estado e sua respeitabilidade internacional”. A aliança, porém, expõe diferenças dentro do próprio campo governista: setores mais à esquerda questionam o apoio a Pedro Paulo para o Senado, enquanto Lula pede unidade e rejeita o “nhe-nhe-nhem”.
Também houve uma batalha paralela pela imagem do evento. Uma publicação do Estadão apontou “público reduzido” e espaços vazios; usuários das redes responderam com imagens posteriores, já durante o comício, mostrando as arquibancadas e o gramado mais ocupados. Assim, campanha e críticos disputaram não apenas as soluções para o Rio, mas a própria fotografia da largada eleitoral.
https://resumosbrasil.com/stories/01a02b21-14a9-074e-7191-2ff7dce6ac08
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