Pró-governo diz que virada cruel do Cruzeiro expôs o desperdício do Flamengo
Pró-governo diz que virada cruel do Cruzeiro expôs o desperdício do Flamengo
O Flamengo parecia pronto para transformar domínio em liderança. Saiu do Mineirão, porém, castigado por seus próprios desperdícios e por uma reação do Cruzeiro concluída no último lance.
Pedro abriu o placar aos 21 minutos, alimentando a possibilidade de o time carioca alcançar o Palmeiras em pontos. Na etapa final, a pressão rubro-negra perdeu força: Arroyo empatou aos 10, e Matheus Pereira decretou a virada aos 49, em chute desviado por Léo Ortiz. O 2 a 1 manteve o Flamengo com 45 pontos, três atrás do líder, enquanto o Cruzeiro chegou a 37 e à quarta vitória consecutiva no Brasileiro.
As leituras convergem sobre a qualidade do Flamengo no primeiro tempo, mas divergem no foco. Juca Kfouri destacou que a equipe fez um “belíssimo primeiro tempo”, embora tenha repetido um problema perigoso: “perder gols feitos”. Para o colunista, essa falha pode não comprometer contra a maioria dos adversários, mas “contra a minoria, da qual o Cruzeiro obviamente faz parte, pode ser fatal”.
Do lado mineiro, o símbolo da reação foi Arroyo. O atacante recebeu, derrubou Samuel Lino com um drible e finalizou forte no canto de Rossi — repetindo uma cena do confronto entre os clubes pela Libertadores e provocando comparações nas redes sociais. Se o Flamengo teve mais controle e chances claras, o Cruzeiro mostrou eficiência e resistência quando o jogo apertou.
O desfecho também mexeu com a disputa pelo topo: ao parar o Flamengo, o Cruzeiro abriu caminho para o Palmeiras ampliar sua vantagem na rodada. Para os cariocas, ficou a frustração de jogar bem e não matar a partida. Para os mineiros, uma resposta rápida após a eliminação continental — e uma virada que transformou um Mineirão inicialmente cauteloso em festa.
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