Pró-governo diz que bloqueio de R$ 34,6 milhões atinge o coração do mercado de ouro roubado

A segunda fase da Operação Ouro Reverso tenta desmontar toda a cadeia das joias roubadas, do assalto à lavagem de dinheiro. Três relatos destacam o bloqueio milionário, mas divergem no foco dado aos alvos e às provas.
Pró-governo diz que bloqueio de R$ 34,6 milhões atinge o coração do mercado de ouro roubado

Pró-governo diz que bloqueio de R$ 34,6 milhões atinge o coração do mercado de ouro roubado
O caminho de uma aliança roubada pode terminar numa vitrine — depois de passar por intermediários, fornos e contas bancárias. É esse ciclo que a Polícia Civil de São Paulo afirma tentar romper com a segunda fase da Operação Ouro Reverso.

Os relatos convergem nos números centrais: são quatro mandados de prisão, 28 de busca e apreensão e o bloqueio judicial de 13 contas, que somam R$ 34.682.364,90. A apuração mais detalhada descreve três níveis sob investigação — executores dos roubos, processadores do ouro e financiadores — e sustenta que o dinheiro das vendas retornava ao circuito para bancar novos crimes. Também foram alcançados sete veículos e um imóvel.

O ponto de encontro entre essas etapas seria o chamado “círculo de fogo”, no centro paulistano, onde empresas são suspeitas de comprar, derreter e revender joias roubadas. O derretimento, segundo a polícia, apagava a identificação das peças e permitia reinserir o metal no mercado com documentos fiscais. A ação mobilizou policiais civis, auditores estaduais e avaliadores da Caixa.

Já outro relato concentra-se no impacto sobre as vítimas. Na primeira fase, joias recuperadas ficaram disponíveis para reconhecimento mediante fotos, documentos ou boletins de ocorrência; depois da perícia, os objetos eram devolvidos aos proprietários. A mesma cobertura ressalta que a ofensiva atual pretende alcançar os integrantes ainda ativos da rede.

Uma terceira abordagem dá maior peso ao alcance hierárquico da investigação. O secretário paulista da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a operação chega ao “alto escalão da quadrilha”, enquanto o delegado-geral Artur Dian apontou como objetivos interromper o fluxo do ouro, reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos.

As ênfases variam — estrutura financeira, reparação às vítimas ou comando do esquema —, mas o diagnóstico é o mesmo: sem compradores, processadores e dinheiro, o roubo de alianças perde o mercado que o sustenta.

https://resumosbrasil.com/stories/01a03425-c890-2372-72ce-110b13ef7852

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