Häagen-Dazs deixa o Brasil após 29 anos e não diz se volta
Häagen-Dazs deixa o Brasil após 29 anos e não diz se volta
Depois de quase três décadas nas prateleiras brasileiras, a Häagen-Dazs está de saída. A explicação oficial aponta para uma reorganização global, mas a retirada coincide com o desmonte da operação local da General Mills — e deixa aberta a dúvida sobre uma eventual volta.
As duas versões disponíveis convergem no essencial: a distribuição será encerrada após 29 anos, e a companhia não atribuiu a medida ao desempenho comercial da marca. A diferença está na ênfase. Uma leitura destaca a incerteza e relaciona a decisão à venda dos ativos brasileiros; a outra apresenta a saída como parte de uma estratégia corporativa mais ampla.
Em nota, a General Mills foi direta: “A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”. A empresa, porém, não informou quando — ou sequer se — os sorvetes poderão retornar ao mercado nacional.
O movimento ocorre enquanto a multinacional negocia sua operação no país com a 3corações por R$ 800 milhões. O pacote inclui Yoki, Kitano, duas fábricas e seis centros de distribuição. O negócio ainda depende do aval dos órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026. A subsidiária brasileira registrou cerca de US$ 350 milhões em vendas líquidas no ano fiscal de 2025.
Há uma aparente contradição na estratégia: a General Mills diz que pretende concentrar recursos em categorias prioritárias, entre elas justamente os sorvetes premium. Na prática, contudo, a Häagen-Dazs deixa o Brasil, embora permaneça em mercados como Japão e China.
A marca chegou ao país em 1997, avançou de supermercados paulistas para outras capitais e manteve lojas próprias entre 1998 e 2018. Agora, potes, copinhos e picolés desaparecem da distribuição oficial sem calendário de despedida — e sem promessa de retorno.
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