Moro dispara no Paraná, mas indecisos ainda podem virar o jogo
Moro dispara no Paraná, mas indecisos ainda podem virar o jogo
Sergio Moro começa a corrida pelo governo do Paraná com uma vantagem confortável, mas o retrato eleitoral ainda está longe de ser definitivo. Enquanto o senador tenta consolidar o favoritismo, seus adversários apostam na parcela do eleitorado que permanece em aberto.
Na pesquisa estimulada da Quaest, Moro (PL) aparece com 37%, contra 21% de Requião Filho (PDT) e 15% de Sandro Alex (PSD). A liderança se repete no segundo turno: 51% a 27% contra Requião e 48% a 19% diante de Sandro Alex.
Os números dão força ao discurso do senador, mas também expõem uma disputa menos cristalizada do que sugere a fotografia principal. Embora 56% afirmem ter uma escolha definitiva, 44% dizem que ainda podem mudar o voto. Moro tem potencial de voto de 54% e rejeição de 33%; Requião chega a 38% de potencial, mas enfrenta rejeição de 44%. Sandro Alex, por sua vez, é desconhecido por 62% dos entrevistados — uma fraqueza que também representa espaço para crescer.
A pesquisa espontânea reforça essa cautela: Moro cai para 13%, Requião registra 7%, Sandro Alex marca 4% e 73% não sabem em quem votar. Como contraponto à leitura de uma corrida já encaminhada, uma das análises ressalta que pesquisas são uma “leitura de momento” e não uma previsão das urnas.
Fora das planilhas, o confronto já subiu de tom. Ao justificar sua ausência no primeiro debate, Moro acusou PT e PSD de promoverem um “jogo combinado” para atacar quem lidera. Requião Filho reagiu em vídeo: “Sergio Moro fugiu do debate! Que vergonha!”.
Assim, os campos rivais enxergam a mesma pesquisa por ângulos opostos: para Moro, ela confirma uma largada dominante; para os adversários, a elevada indecisão mantém a eleição aberta. A Quaest ouviu presencialmente 804 eleitores entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%.
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