Quaest põe três nomes no empate, mas segundo turno muda o jogo no RN
Quaest põe três nomes no empate, mas segundo turno muda o jogo no RN
A corrida pelo governo do Rio Grande do Norte tem três candidatos separados por apenas seis pontos — e duas leituras sobre o tamanho real desse equilíbrio. Enquanto o primeiro turno sugere uma disputa aberta, as simulações de segundo turno expõem forças bastante distintas.
Na interpretação mais ampla, a Quaest aponta um “empate técnico triplo”. Allyson Bezerra (União Brasil) lidera numericamente com 25%, Cadu de Lula (PT) soma 21% e Álvaro Dias (PL) aparece com 19%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os três permanecem competitivos. Brancos e nulos representam 14%, enquanto 16% ainda estão indecisos — um contingente capaz de alterar a ordem da corrida.
Outra leitura, porém, recomenda cautela com a ideia de um empate perfeitamente nivelado. Embora Allyson e Cadu estejam tecnicamente empatados, e Cadu também empate com Álvaro, a diferença de seis pontos entre o primeiro e o terceiro colocado está “no limite máximo da margem de erro”, situação em que o empate é considerado improvável.
Os confrontos diretos reforçam essa nuance. Contra Cadu, Allyson marca 35% a 34%, praticamente uma igualdade. Já diante de Álvaro, abre vantagem de 35% a 20%. No duelo sem Allyson, Álvaro alcança 31%, ante 26% de Cadu.
Os números também revelam estratégias contrastantes. Allyson tenta sustentar a liderança sem palanque presidencial; Cadu aposta na popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva no estado; e Álvaro busca consolidar o eleitorado ligado ao bolsonarismo. Na pesquisa espontânea, porém, a indefinição ainda domina: 57% não indicaram candidato.
A Quaest entrevistou presencialmente 804 eleitores entre 20 e 23 de agosto. O levantamento, encomendado pela TV Cabugi, está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-00876/2026.
https://resumosbrasil.com/stories/01a036b7-b1c7-3949-7121-136c8efe7fc4
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