Trump vence no voto por correio, mas Suprema Corte deixa batalha em aberto
Trump vence no voto por correio, mas Suprema Corte deixa batalha em aberto
Donald Trump conquistou uma vitória imediata na Suprema Corte dos Estados Unidos, mas não definitiva. As restrições ao voto por correio poderão avançar antes das eleições legislativas de novembro, enquanto a legalidade do decreto presidencial continua sob disputa.
Por 6 votos a 3, a corte suspendeu a liminar que impedia a aplicação das medidas em 23 estados. A decisão abre caminho para que órgãos federais compilem listas de eleitores considerados habilitados e para que o Serviço Postal distribua cédulas com base nesses registros. Os magistrados, porém, evitaram decidir se a ordem é constitucional: “A decisão do tribunal sobre este pedido não significa que qualquer medida tomada pelo governo para implementar a ordem será necessariamente legal”. E acrescentaram: “A esse respeito, só o tempo dirá”.
Para Trump, a mudança reforça a “integridade eleitoral”. O presidente sustenta que os estados não verificam adequadamente a cidadania dos eleitores e afirma que o voto postal é vulnerável a fraudes. Autoridades eleitorais, tribunais e agências federais, contudo, não encontraram evidências de fraude generalizada em 2020. A ordem, intitulada “Preservando e protegendo a integridade das eleições norte-americanas”, instrui agências federais a produzir listas baseadas em cidadania e restringe a entrega de cédulas aos nomes nelas incluídos.
Os estados contestadores apresentam uma leitura oposta: dizem que Washington está invadindo uma competência tradicionalmente estadual e alertam para possível exclusão de eleitores aptos. A Suprema Corte respondeu, por ora, que as exigências foram dirigidas a órgãos federais — uma distinção processual que favoreceu a Casa Branca sem encerrar o mérito.
A reação democrata foi dura. O líder da legenda no Senado, Chuck Schumer, chamou a decisão de “vergonha” e acusou Trump de querer “dificultar que os americanos votem”. Já o governador da Califórnia, Gavin Newsom, prometeu uma nova ação judicial. Assim, governo e oposição concordam apenas num ponto: a decisão muda as regras do jogo agora, mas a batalha jurídica está longe do fim.
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