Pró-governo diz que venda de Allan alivia o caixa, mas enfraquece o Palmeiras
Pró-governo diz que venda de Allan alivia o caixa, mas enfraquece o Palmeiras
O Palmeiras está perto de trocar talento por fôlego financeiro. A possível venda de Allan ao Manchester City, por até R$ 240 milhões, ajuda a fechar as contas — mas retira do elenco um atacante jovem, criativo e em plena ascensão.
Para Rodrigo Mattos, a matemática torna a decisão defensável. O clube teria uma diferença de R$ 575 milhões entre valores a pagar e a receber em transferências, e precisava de uma negociação robusta para reduzir esse desequilíbrio. Com a entrada prevista pela venda de Allan e outras receitas, o rombo poderia se aproximar de R$ 300 milhões.
“Não é que está tudo resolvido, mas é um enorme alívio para as contas do Palmeiras”, afirmou o colunista. Na mesma análise, Danilo Lavieri classificou como “irrecusável” uma proposta de 40 milhões de euros, ainda que a saída provoque perda técnica. Mattos também considerou correto o recuo da presidente Leila Pereira, que inicialmente afirmara não pretender vender titulares, por preservar a estabilidade do clube no longo prazo.
Milly Lacombe olha para o mesmo negócio por outro ângulo. Para ela, Allan era “o jogador mais interessante do elenco”: jovem, driblador, corajoso e coletivo. O valor milionário não eliminaria a frustração de ver até clubes estruturados cederem ao poder econômico estrangeiro “em detrimento da força esportiva e de criação de vínculo”.
As duas leituras convergem em um ponto: R$ 240 milhões são difíceis de recusar. A diferença está no que pesa mais. De um lado, orçamento, compromissos e segurança futura; do outro, qualidade em campo, identificação com a torcida e a sensação de que o futebol brasileiro continua funcionando como fornecedor para a Europa.
O caixa respira. O time, porém, terá de descobrir como jogar sem Allan — e provar que o dinheiro compensará a ausência.
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