R$ 27 milhões, criptoativos e joias expõem suspeita de fraude no Aeroporto de Fortaleza

Um auditor da Receita e dois empresários foram presos em uma operação que investiga corrupção e fraudes aduaneiras. Relatos de campos políticos distintos convergem sobre o suposto esquema, mas divergem pontualmente na descrição das operações.
R$ 27 milhões, criptoativos e joias expõem suspeita de fraude no Aeroporto de Fortaleza

R$ 27 milhões, criptoativos e joias expõem suspeita de fraude no Aeroporto de Fortaleza
Um auditor-fiscal da Receita Federal e dois empresários foram presos em uma investigação que atravessa fiscalização aduaneira, empresas importadoras e milhões de reais em criptoativos. Embora partam de campos políticos distintos, os relatos apresentam versões amplamente convergentes sobre o suposto esquema no Aeroporto de Fortaleza.

Na cobertura atribuída à oposição, a Operação Snooker 2 aparece como uma ofensiva contra corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em importações. Foram cumpridos três mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Eusébio e Salvador, com a retenção de veículos e artigos de luxo. A reportagem afirma que empresas relacionadas aos investigados movimentaram mais de R$ 27 milhões e adquiriram cerca de R$ 31,8 milhões em criptoativos, montante considerado incompatível com as receitas declaradas.

A versão pró-governo repete os principais números, a estrutura dividida em quatro núcleos e a suspeita de que o auditor comandava o grupo. A diferença surge na abertura: o texto menciona propina para fraudar “exportações”, mas depois descreve reiteradamente operações de importação — a mesma linha apresentada pela outra cobertura. Segundo esse relato, o auditor teria recebido aproximadamente R$ 6,8 milhões e fornecido “informações e orientações sigilosas sobre comércio exterior” a importadores e despachantes.

As duas perspectivas também coincidem sobre os mecanismos investigados. Em uma frente, joias de prata teriam sido declaradas como semijoias ou bijuterias de metal comum para reduzir a tributação. Em outra, uma importadora teria informado valores inferiores aos efetivamente pagos pelas mercadorias. Nesse segundo caso, a propina é estimada em pelo menos R$ 2,5 milhões.

Os nomes dos presos não foram divulgados. Eles poderão responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação. As investigações continuam para dimensionar o esquema, rastrear os recursos e identificar outros possíveis participantes.

https://resumosbrasil.com/stories/01a03a96-15ac-2bcb-7391-1e5907878456

Write a comment