Oposição diz que fraude milionária no INSS expõe esquema de alcance assustador

Operações da PF em três estados miram fraudes contra benefícios do INSS. O maior esquema investigado teria movimentado mais de R$ 86 milhões e usado identidades fictícias.
Oposição diz que fraude milionária no INSS expõe esquema de alcance assustador

Oposição diz que fraude milionária no INSS expõe esquema de alcance assustador
Uma ofensiva da Polícia Federal contra fraudes no INSS revelou dois esquemas de dimensões diferentes, mas sustentados pela mesma engrenagem: documentos falsos, benefícios irregulares e prejuízos milionários aos cofres públicos.

A Operação Leste do Espinhaço concentrou a maior mobilização. Em dez cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e outras 33 medidas destinadas ao bloqueio ou à recuperação de bens. Segundo a investigação, 457 beneficiários foram associados às fraudes, e 240 pagamentos ainda permaneciam ativos. A estimativa é de um “prejuízo superior a R$ 86 milhões aos cofres da União”.

O grupo teria criado identidades fictícias e falsificado certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência. O principal alvo eram benefícios assistenciais destinados a idosos de baixa renda. As medidas buscam agora interromper os repasses, reunir novas provas e localizar outros possíveis envolvidos.

Na Bahia, a Operação Representantes Ilegal apresentou números menores no prejuízo já confirmado, mas um risco potencial ainda maior. A apuração identificou 97 benefícios fraudados e pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões. Se continuassem ativos, porém, poderiam elevar a perda a R$ 99 milhões. A investigação começou após técnicos detectarem “movimentações suspeitas nos sistemas do INSS” em uma agência de Salvador.

As duas frentes diferem em escala e estágio: enquanto o caso de Minas Gerais e Espírito Santo já teria superado R$ 86 milhões, o esquema baiano chama atenção pela projeção do dano evitado. Em comum, as operações apontam para a exploração sistemática dos mecanismos previdenciários. Os suspeitos poderão responder por estelionato qualificado, associação criminosa e outros crimes eventualmente identificados.

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