Habib’s ganha fôlego na Justiça, mas dívida de R$ 265 milhões mantém pressão

A recuperação judicial preserva as operações de Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, mas impõe prazo apertado para a reestruturação. Em paralelo, uma pesquisa mostra consumidores endividados e pouca adesão ao Desenrola 2.
Habib’s ganha fôlego na Justiça, mas dívida de R$ 265 milhões mantém pressão

Habib’s ganha fôlego na Justiça, mas dívida de R$ 265 milhões mantém pressão
O Habib’s continuará servindo clientes enquanto tenta reorganizar uma dívida de R$ 265,2 milhões. A proteção judicial oferece fôlego imediato, mas também aciona uma contagem regressiva que pode terminar em falência se a reestruturação não avançar.

As reportagens sobre o caso convergem no essencial: a Justiça de São Paulo aceitou a recuperação judicial do Grupo Gennius, controlador de Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, suspendeu execuções contra o conglomerado e nomeou a KPMG como administradora judicial. A empresa atribui a crise à pandemia, à expansão do delivery e à escalada dos juros, que teria encarecido a captação e a rolagem das dívidas.

A versão do grupo enfatiza continuidade, não colapso. Segundo sua nota, “as operações do grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades”. O processo alcança 178 pessoas jurídicas e dois sócios, enquanto o plano de recuperação deverá ser apresentado em até 60 dias.

Há pequenas diferenças na forma de contabilizar o alcance da recuperação. Outro relato descreve o polo ativo como formado por 180 integrantes, reunindo empresas e dois sócios. A reportagem também destaca o limite da proteção concedida: o juiz rejeitou a liberação de recebíveis e investimentos cedidos como garantia fiduciária. Em contraste com a suspensão das cobranças, esses recursos permanecem fora do alcance pretendido pelo grupo.

O pano de fundo econômico aparece em uma pesquisa separada sobre endividamento. Embora 73% conheçam o Desenrola 2, 58% dos endividados afirmaram que não renegociaram nem pretendem renegociar pelo programa; apenas 6% já aderiram. O levantamento também registrou avaliação “ruim ou péssima” da economia nacional por 48% dos entrevistados.

Os dois retratos têm escalas distintas — um envolve uma grande rede empresarial; o outro, consumidores —, mas compartilham a mesma tensão: dívidas elevadas, crédito caro e renegociações que ainda não garantem uma saída.

https://resumosbrasil.com/stories/01a04127-625f-1a2b-734e-32e2933ce666

Write a comment