Oposição diz que defesa de Lulinha mira vazamentos e possível uso eleitoral

Advogados pedem à PF que rastreie mensagens protegidas por sigilo e apure eventual exploração eleitoral. A autenticidade do material é contestada, enquanto Lulinha segue investigado por suspeita de tráfico de influência.
Oposição diz que defesa de Lulinha mira vazamentos e possível uso eleitoral

Oposição diz que defesa de Lulinha mira vazamentos e possível uso eleitoral
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tenta deslocar o foco das mensagens atribuídas ao empresário para o caminho percorrido por elas. De um lado, cobra a apuração de vazamentos sigilosos; de outro, permanecem as investigações sobre suposto tráfico de influência.

Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida acionaram a Polícia Federal para reconstruir a cadeia de custódia de materiais ligados às operações Sem Desconto e Compliance Zero. Eles querem saber, nas palavras da petição, “quem manuseou o quê, quando e sob qual registro” na PF, no Supremo Tribunal Federal e na CPMI do INSS.

A representação cita o senador Rogério Marinho, o deputado Alfredo Gaspar e o senador Flávio Bolsonaro, todos ligados à campanha presidencial de Flávio. A própria defesa ressalva, porém, que a menção não prova a autoria dos vazamentos. Seu argumento é circunstancial: integrantes da campanha teriam tido acesso institucional ou utilizado informações sigilosas perto do período eleitoral.

A defesa também questiona a integridade do conteúdo. “Não sabemos sequer se estas mensagens são verdadeiras, isso é prematuro dizer, mas estão sendo usadas de maneira criminosa e leviana, para caluniar, difamar e injuriar”, afirmou Carvalho. Os advogados pedem perícias, registros eletrônicos, imagens e controles de acesso à sala-cofre da CPMI, além do envio do caso à Procuradoria-Geral Eleitoral.

As duas versões convergem num ponto: as mensagens estão no centro de apurações oficiais. Divergem sobre o que deve receber prioridade. Para a defesa, o problema imediato é a possível quebra do segredo de Justiça e seu eventual aproveitamento político. No sentido oposto, as investigações da PF examinam se Lulinha teria usado acesso ao governo do pai para representar interesses privados, inclusive numa negociação de medicamentos à base de canabidiol que não chegou a ser concluída.

Representantes da campanha do PL foram procurados por uma das publicações, mas não haviam respondido. A defesa afirma ainda que não pretende investigar jornalistas nem identificar fontes da imprensa.

https://resumosbrasil.com/stories/01a04127-62ad-23a7-71b9-0b8074a96fd5

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