Habib’s tenta manter operação de pé sob dívida de R$ 265 milhões
Habib’s tenta manter operação de pé sob dívida de R$ 265 milhões
Uma dívida de R$ 265,2 milhões colocou o grupo controlador do Habib’s diante de uma reestruturação decisiva. Enquanto a empresa garante normalidade nas lojas, o processo abre uma corrida para reorganizar o passivo e evitar que a crise termine em falência.
Na cobertura identificada como pró-governo, o destaque recai sobre a dimensão e a integração do Grupo Gennius: seriam 178 CNPJs, entre franqueadoras, holdings, churrascarias e unidades do Habib’s e do Ragazzo. A defesa sustenta que avais e garantias cruzadas tornam indispensável negociar as dívidas conjuntamente. Em nota, a companhia afirmou que “as operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades”.
Na cobertura de oposição, uma das manchetes adota uma síntese mais direta: “Habib’s entra em recuperação judicial com R$ 265 mi em dívidas”. Outra reportagem amplia o foco sobre os riscos e limites da decisão: contabiliza 180 participantes no processo — incluindo dois sócios —, informa que a KPMG foi nomeada administradora judicial e ressalta que o juiz rejeitou a liberação de recebíveis cedidos aos bancos. O grupo atribuiu a crise à pandemia, às mudanças no consumo e aos juros elevados, reiterando que a recuperação busca “preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo”.
As abordagens diferem mais na ênfase do que nos fatos centrais. Uma privilegia a continuidade operacional e a viabilidade das marcas; a outra chama atenção para as restrições judiciais, os credores e os prazos. Há também uma diferença aparente na contagem: 178 CNPJs em uma fonte e 180 integrantes em outra, que inclui os dois sócios.
Agora, a KPMG terá 15 dias para apresentar uma avaliação inicial, enquanto o Grupo Gennius deverá protocolar o plano de recuperação em até 60 dias. Até lá, Habib’s, Ragazzo e as demais operações seguem abertas — mas sob vigilância judicial e pressão dos credores.
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