Pró-governo diz que Vasco superou expulsão polêmica e expôs o Vitória

Com dez jogadores desde o primeiro tempo, o Vasco venceu por 1 a 0 e abriu vantagem nas quartas da Copa do Brasil. Enquanto os cariocas contestaram a arbitragem, a análise baiana apontou a ineficiência do Vitória.
Pró-governo diz que Vasco superou expulsão polêmica e expôs o Vitória

Pró-governo diz que Vasco superou expulsão polêmica e expôs o Vitória
A expulsão precoce de Cauan Barros parecia entregar o controle da partida ao Vitória. O efeito foi o oposto: o Vasco cresceu, venceu por 1 a 0 em São Januário e transformou a arbitragem e a incapacidade ofensiva do rival nos dois grandes temas da noite.

Andrés Gómez decidiu o jogo aos 13 minutos do segundo tempo. O colombiano arrancou desde o campo defensivo, cortou para o meio e acertou um chute colocado, garantindo ao Vasco a vantagem do empate na partida de volta, no Barradão. O resultado premiou uma equipe que, mesmo com dez jogadores desde os 17 minutos, criou as oportunidades mais perigosas e ainda contou com Léo Jardim para impedir o empate nos acréscimos.

Para a diretoria vascaína, porém, a vitória não apagou o descontentamento. Admar Lopes classificou a expulsão como “um erro grotesco” e afirmou que o clube foi “muito prejudicado”, cobrando da CBF isenção na escala de arbitragem para o reencontro em Salvador. A reclamação se concentrou em um possível toque de Renato Kayzer antes da mão de Barros e em um lance envolvendo Claudio Spinelli dentro da área.

A contestação saiu do discurso e virou tumulto no intervalo. Dirigentes e integrantes da comissão técnica do Vasco foram ao gramado pressionar Matheus Delgado Candançan e precisaram ser contidos durante a escolta da equipe de arbitragem.

Dentro de campo, as leituras convergem em um ponto: o cartão vermelho não diminuiu o Vasco. Uma análise destacou a organização, a adaptação de Pedro Emanuel e o “espírito copeiro” da equipe, embora tenha observado que a vantagem poderia ter sido maior.

Pelo lado baiano, o diagnóstico foi mais duro. Mesmo com superioridade numérica por quase 80 minutos, o Vitória teve posse “inofensiva”, pouca criatividade e foi inferior tanto contra 11 quanto contra dez adversários. Agora, dependerá novamente da força do Barradão: precisa vencer por dois gols para avançar diretamente ou por um para levar a decisão aos pênaltis.

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