Faltas custam R$ 4,5 mil a Jair Renan e pressionam campanha
Faltas custam R$ 4,5 mil a Jair Renan e pressionam campanha
A tentativa de Jair Renan Bolsonaro de trocar a Câmara de Balneário Camboriú pelo Congresso ganhou um incômodo contraponto: enquanto o PL investe em sua candidatura, faltas no mandato municipal pesam no salário e provocam pressão dentro do Legislativo.
O vereador do PL teve R$ 4.555 descontados da remuneração de julho após não comparecer às sessões deliberativas de 14 e 15 daquele mês. Com o corte, o pagamento bruto, fixado em R$ 18.218,84, caiu para R$ 13.664,13. Segundo a Câmara, as duas ausências foram “não justificadas”, e Jair Renan ainda não havia apresentado explicações formais à Mesa Diretora.
As diferentes coberturas convergem nos números e na ausência de justificativas, mas adotam ênfases distintas. De um lado, o caso aparece como uma penalidade administrativa aplicada normalmente pelo Legislativo. De outro, é apresentado como sinal de um problema mais amplo de assiduidade, justamente quando o vereador busca uma vaga de deputado federal por Santa Catarina.
A pressão não se limita ao contracheque. Eduardo Zanatta (PT), presidente da Comissão de Segurança Pública, pediu a retirada de Jair Renan do colegiado. A comissão realizou 12 reuniões entre janeiro e junho, mas o parlamentar compareceu somente às três primeiras e teria faltado às nove seguintes sem justificativa. Como o grupo tem apenas três integrantes, a ausência de um deles ganha maior impacto sobre seu funcionamento.
O contraste político é direto: Jair Renan está no primeiro mandato e é tratado como uma das apostas eleitorais do PL, que destinou R$ 1,5 milhão ao início de sua campanha. Ao mesmo tempo, o histórico de faltas oferece à oposição um argumento sobre seu desempenho no cargo atual. Procurado pela reportagem citada, o vereador não respondeu.
https://resumosbrasil.com/stories/01a043ba-ab2f-3241-72fd-3f5f9401183d
Write a comment