Cleitinho dispara em Minas, mas rejeição e empate presidencial embaralham 2026

Cleitinho Azevedo abre vantagem pelo governo mineiro, enquanto Marília Campos lidera para o Senado. Já na disputa presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro permanecem separados por apenas dois pontos.
Cleitinho dispara em Minas, mas rejeição e empate presidencial embaralham 2026

Cleitinho dispara em Minas, mas rejeição e empate presidencial embaralham 2026
A fotografia eleitoral de Minas Gerais combina uma liderança estadual robusta com disputas nacionais e legislativas ainda abertas. Cleitinho Azevedo desponta para o governo, mas a rejeição elevada e o grande contingente de indecisos impedem qualquer clima de eleição resolvida.

No cenário estimulado para o Palácio Tiradentes, Cleitinho (Republicanos) soma 33%, mais que o dobro de Patrus Ananias (PT), com 15%. Alexandre Kalil (PDT) aparece com 13%, Mateus Simões (PSD), com 11%, e Gabriel Azevedo (MDB), com 7%. O senador também vence os três confrontos de segundo turno testados: marca 46% contra Kalil, 46% diante de Simões e 45% ante Patrus.

A vantagem, porém, vem acompanhada de um alerta: “43% dos eleitores dizem que não votariam nele em nenhuma hipótese”. A rejeição de Cleitinho está próxima da registrada por Patrus, de 42%, e Kalil, de 40%. Além disso, no levantamento espontâneo, 60% ainda não indicam candidato — contraste marcante com a folga obtida pelo líder quando os nomes são apresentados.

Para o Senado, o quadro muda de cor política. Marília Campos (PT) lidera com 24% e aparece como “favorita à primeira cadeira”. A segunda vaga está congestionada: Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL) têm 13% cada, seguidos por Marcelo Aro (PP), com 12%, e Áurea Carolina (PSOL), com 9%.

Na corrida presidencial, o equilíbrio é ainda maior. Lula (PT) alcança 46% num eventual segundo turno em Minas, contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos, configurando empate técnico. No primeiro turno, Lula registra 39%, Flávio tem 34% e Romeu Zema (Novo), 9%.

Assim, as leituras convergem nos números, mas ressaltam tensões diferentes: Cleitinho domina a largada estadual; o PT lidera para o Senado; e a batalha presidencial segue sem favorito estatisticamente definido. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 22 e 26 de agosto, com 95% de confiança.

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