Justiça vê risco até em casa e mantém Deolane Bezerra presa
Justiça vê risco até em casa e mantém Deolane Bezerra presa
A tentativa de levar Deolane Bezerra para a prisão domiciliar esbarrou no caráter digital dos crimes sob investigação. Para a Justiça de São Paulo, trocar a cela pela residência não afastaria o risco de novas movimentações financeiras.
De um lado, a defesa pediu a substituição da prisão preventiva por domiciliar. Do outro, o juiz Matheus Aquino Pirola Kruger concluiu que a medida seria insuficiente, porque as atividades investigadas poderiam ser conduzidas remotamente. “O branqueamento de capitais, a movimentação de contas eletrônicas, o comando de empresas e a transferência de ativos são condutas eminentemente telemáticas”, afirmou o magistrado.
A decisão, assinada no dia 21 e disponibilizada nos autos na quinta-feira (27), sustenta que ainda existe risco concreto de repetição de crimes financeiros atribuídos a uma organização ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane é apontada pela investigação como figura de destaque no núcleo financeiro do grupo, suspeito de movimentar mais de R$ 140 milhões. As acusações ainda serão examinadas no processo.
Enquanto a defesa buscava uma alternativa menos restritiva, a Justiça enfatizou a estrutura e a possível continuidade das operações. A decisão menciona empresas de fachada, fintechs e recursos sem origem ou destino identificados, além de um documento apreendido na residência da influenciadora.
Datado de maio, o material descreveria uma reorganização empresarial envolvendo uma sociedade administrada por um fundo sediado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Para o juiz, esse conjunto reforça a necessidade de manter a prisão preventiva; para a defesa, resta contestar a avaliação e renovar a tentativa de obter uma medida cautelar alternativa.
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