Lago transborda e reacende temor de nova tragédia na fronteira do Nepal
Lago transborda e reacende temor de nova tragédia na fronteira do Nepal
Dois dias após uma enxurrada devastar a fronteira entre Nepal e China, o transbordamento de um lago represado voltou a colocar a região em alerta máximo. Resgates foram suspensos, moradores correram para áreas elevadas e a chuva prevista ampliou o temor de um segundo desastre.
Os relatos concordam sobre a ameaça imediata, mas divergem nos números da tragédia. Uma apuração registra ao menos 392 mortos — 389 no Nepal e três no Tibete —, mais de 1.500 desaparecidos e 466 resgatados. Também aponta que outros 3 milhões de metros cúbicos de água poderiam alcançar o lago em três dias, elevando o risco de rompimento.
Outra atualização, aparentemente posterior, eleva o total confirmado no Nepal para 469 mortos e calcula quase mil desaparecidos. Segundo esse relato, helicópteros interromperam as buscas por 90 minutos enquanto equipes e moradores deixavam as áreas mais baixas. “Podemos ver que o nível da água no rio está subindo”, afirmou Narendra Pariyar, principal autoridade do distrito de Rasuwa.
A diferença entre os balanços expõe a dificuldade de medir a catástrofe em uma região montanhosa, com estradas, pontes e comunicações destruídas. Em comum, as fontes descrevem uma massa de rochas, gelo, lama e detritos descendo pelos rios do Himalaia, além do perigo de deslizamentos e avalanches.
Enquanto autoridades concentram esforços na retirada da população, organizações humanitárias se preparam para fornecer abrigo, água potável, saneamento e alimentos. O administrador apostólico do Nepal, padre Silas Krishna Bogati, classificou o episódio como “o pior desastre da história do país” e resumiu a destruição: “A enchente, vinda das montanhas e dirigida violentamente para o vale, varreu tudo”.
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