Pró-governo diz que medo, mau futebol e polêmica do VAR deixaram o Gre-Nal em aberto

Inter e Grêmio trocaram ambição por cautela no empate sem gols, enquanto uma possível expulsão incendiou as reclamações coloradas. A vaga será decidida na Arena, sem favorito claro.
Pró-governo diz que medo, mau futebol e polêmica do VAR deixaram o Gre-Nal em aberto

Pró-governo diz que medo, mau futebol e polêmica do VAR deixaram o Gre-Nal em aberto
O primeiro Gre-Nal das quartas de final entregou tensão de sobra e futebol de menos. Com 43 faltas, raras oportunidades e uma controvérsia de arbitragem, o 0 a 0 manteve a classificação completamente aberta.

Para Paulo Vinicius Coelho, a cautela dominou o Beira-Rio: “O medo foi maior do que a ambição”. O comentarista definiu a partida como um clássico de “muita disputa, pouca qualidade” e observou que nenhum dos times havia finalizado ao gol até os 40 minutos.

Milton Neves chegou a avaliação semelhante, mas enxergou um ganho prático para o visitante. Segundo ele, o placar foi melhor para o Grêmio, que decidirá diante de sua torcida — embora tenha ressaltado que “não existe favorito nesta disputa”.

A leitura sobre o desempenho gremista também teve duas faces. O time começou com boas trocas de passes e algum controle no meio-campo, mas a reação não durou: “Foi fogo de palha, que começa forte e logo se apaga”. Na etapa final, o Inter avançou, equilibrou as ações e empurrou o rival para trás, ainda sem transformar pressão em gol.

Se os analistas convergiram sobre a baixa qualidade, os jogadores divergiram no lance mais quente. Gabriel Mercado cobrou a expulsão de Carlos Vinícius, que já tinha cartão amarelo quando atingiu Bruno Gomes com o braço. “Cadê o VAR? Cadê a CBF? Cadê os caras?”, protestou o capitão colorado, classificando a decisão como potencialmente determinante para o confronto.

Weverton ofereceu o contraponto gremista. O goleiro reconheceu que discussões e empurrões prejudicam o espetáculo, mas tratou a tensão como parte do clássico: “Os nervos estão à flor da pele e todos querem ganhar”.

Juca Kfouri ampliou o diagnóstico para além dos 90 minutos. Ao chamar o jogo de “mais um Gre-Nal de péssima qualidade”, relacionou os erros técnicos e o excesso de faltas ao momento ruim dos dois clubes no Campeonato Brasileiro. Entre a crise mais ampla e a rivalidade imediata, resta uma certeza: na Arena, qualquer empate levará a decisão para os pênaltis.

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