Pró-governo diz que derrapagem no Santos Dumont expôs o efeito dominó nos aeroportos

O terminal carioca voltou a operar após horas fechado, mas cancelamentos ainda atingiram passageiros no Rio e em São Paulo. Ninguém ficou ferido, e o Cenipa investiga por que o jato saiu da pista.
Pró-governo diz que derrapagem no Santos Dumont expôs o efeito dominó nos aeroportos

Pró-governo diz que derrapagem no Santos Dumont expôs o efeito dominó nos aeroportos
O Santos Dumont reabriu, mas a normalidade não voltou no mesmo ritmo. A derrapagem de um pequeno jato deixou dois ocupantes ilesos e, em contraste, espalhou cancelamentos, desvios e filas pela movimentada ponte aérea Rio–São Paulo.

O incidente ocorreu às 16h10 de quinta-feira (27), quando um Embraer Phenom de prefixo PS-VEE saiu da pista durante o pouso e parou no gramado. O aeroporto permaneceu fechado até as 23h; nesse intervalo, 71 voos foram cancelados e 15 desviados ao Galeão, segundo a Infraero.

A segurança respondeu rápido; a malha aérea, bem mais devagar. Embora o terminal normalmente abra às 6h, a primeira decolagem de sexta-feira ocorreu somente às 7h09. Treze voos foram cancelados pela manhã porque aeronaves que pernoitariam no Santos Dumont não conseguiram chegar na véspera.

Em São Paulo, Congonhas continuou aberto para pousos e decolagens, mas sua operação não ficou imune: 18 partidas e 19 chegadas ligadas ao Santos Dumont foram canceladas. A orientação da Aena foi direta: “todos os passageiros com viagem programada para esta noite entrem em contato com as companhias aéreas para consultar a situação de seus voos”.

As empresas aéreas enfatizaram assistência e segurança; passageiros, porém, enfrentaram dificuldade para remarcar viagens enquanto o aeroporto permanecia fechado. A GOL afirmou que os clientes seriam reacomodados e que as decisões tiveram como foco a “Segurança, valor número 1 da Companhia”. A Azul também prometeu a assistência prevista na Resolução 400 da Anac e voos extras, enquanto a LATAM informou que aeronaves desviadas ao Galeão pousaram sem intercorrências.

O plano de emergência mobilizou bombeiros, e o Cenipa iniciou a apuração das causas. A aeronave, registrada em nome de uma empresa de manutenção, não tinha autorização da Anac para operar táxi aéreo ou voos comerciais — distinção relevante diante do amplo impacto provocado por um único pouso malsucedido.

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