Pró-governo diz que seca mantém cobrança extra na conta de luz em setembro
Pró-governo diz que seca mantém cobrança extra na conta de luz em setembro
A conta de luz continuará pressionada em setembro: a Aneel manteve a bandeira tarifária amarela, prolongando a cobrança extra iniciada em maio. Para a agência, o adicional traduz o custo maior da geração; para o consumidor, significa mais uma despesa em meio ao período seco.
A tarifa terá acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Segundo a explicação oficial, a decisão “reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”. A Aneel também recomenda o uso consciente da eletricidade, argumentando que pequenas mudanças de hábito podem reduzir o consumo e controlar os gastos.
O contraste está entre a função técnica da bandeira e seu efeito imediato no orçamento doméstico. De um lado, o sistema — adotado em 2015 — procura dar transparência ao custo da produção de energia. De outro, transfere mensalmente ao consumidor parte da alta provocada pela menor geração hidrelétrica e pelo acionamento de termelétricas mais caras.
Entre janeiro e abril, a bandeira permaneceu verde, sem cobrança adicional. A amarela entrou em vigor em maio e atravessou os meses seguintes. A Aneel sustenta que o período seco reduz os níveis dos reservatórios e exige fontes mais caras, além de defender “hábitos eficientes de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a economia doméstica e a sustentabilidade do setor elétrico”.
Apesar do custo extra, o cenário ainda está abaixo das bandeiras vermelhas: no patamar 1, o adicional seria de R$ 4,463 por 100 kWh; no patamar 2, chegaria a R$ 7,877. A cobrança alcança consumidores cativos das distribuidoras, exceto os atendidos por sistemas isolados.
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