Flávio chama caso Dark Horse de privado, mas deixa contratos no escuro
Flávio chama caso Dark Horse de privado, mas deixa contratos no escuro
O dinheiro seria privado; as explicações, porém, deveriam ser públicas. Na sabatina do Jornal Nacional, Flávio Bolsonaro defendeu o financiamento de Dark Horse, mas não detalhou os contratos por trás da produção.
Questionado por César Tralli e Renata Vasconcellos sobre os R$ 61 milhões que Daniel Vorcaro teria fornecido para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o senador e candidato do PL à Presidência negou qualquer irregularidade. Sua linha de defesa foi direta: tratava-se de uma relação comercial restrita ao filme, sem uso de recursos públicos.
“[A nossa relação] era sobre esse filme e mais nada […] na verdade o filme já estava acontecendo e eu não queria que essa obra de arte fosse perdida”, afirmou Flávio.
A resposta, no entanto, não encerrou o assunto. Renata Vasconcellos cobrou a prestação de contas da produção, enquanto Flávio se limitou a dizer que ela já havia sido feita. Ficaram sem detalhamento, segundo o relato, os contratos, a destinação dos valores e a forma como o financiamento foi formalizado.
As duas leituras colidiram durante a entrevista. Para Flávio, a origem privada do dinheiro bastaria para afastar suspeitas e preservar o projeto cinematográfico. Para os entrevistadores — e para a reportagem que repercutiu a sabatina — o tamanho do aporte e a ligação com Vorcaro exigiam transparência maior.
Há um ponto de contato entre os lados: ninguém contestou que o financiamento estava ligado a Dark Horse. A divergência decisiva foi outra. Flávio apresentou o caso como um negócio privado já esclarecido; a cobrança jornalística tratou a ausência de documentos e pormenores na resposta como uma lacuna ainda aberta.
https://resumosbrasil.com/stories/01a04e07-3d38-3ed3-7251-0b133f34dfae
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