Pró-governo diz que armadilha com pedras pode estar por trás da morte de PM na Marginal Tietê
Pró-governo diz que armadilha com pedras pode estar por trás da morte de PM na Marginal Tietê
A morte do cabo Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, expôs um possível método de assalto na Marginal Tietê: pedras seriam usadas para danificar veículos e deixar motoristas vulneráveis. Embora os relatos convirjam sobre a violência da abordagem, a participação de uma quadrilha especializada ainda está sob investigação.
A primeira versão divulgada pela Polícia Militar foi cautelosa. A corporação confirmou que um agente de folga havia sido morto durante um roubo no Parque Novo Mundo e informou que realizava diligências, mas ressaltou: “Mais informações serão divulgadas assim que confirmadas”.
Os relatos posteriores acrescentaram uma dinâmica mais detalhada. Segundo a investigação, o carro de Pereira teria sido atingido por pedras, levando-o a parar no acostamento esquerdo. Um agente da CET afirmou ter visto três homens saírem da margem do rio, cercarem o motorista e entrarem em luta corporal com ele. Depois, ouviu disparos e viu o grupo fugir. Perto da mureta, a polícia encontrou um coldre e quatro munições calibre .45 — três deflagradas e uma intacta.
Outra reportagem apresenta uma diferença importante: afirma que o policial parou para verificar um problema no pneu, enquanto a relação direta entre a avaria e as pedras permanece como hipótese. Os investigadores suspeitam que Pereira tenha sido imobilizado pelo pescoço, desarmado e baleado com sua pistola particular, que foi levada. O carro, os demais pertences e a arma da corporação ficaram no local.
As versões, portanto, coincidem no essencial — três suspeitos, luta corporal, disparos e fuga em direção ao rio —, mas variam quanto à certeza sobre a emboscada. A apuração também relaciona o caso a ocorrências na Marginal Tietê e na Rodovia Ayrton Senna, onde obstáculos seriam colocados na faixa esquerda para obrigar vítimas a parar.
Pereira, integrante da Companhia de Ações Especiais de Polícia no Alto Tietê, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu ao tiro na cabeça. Os suspeitos ainda não haviam sido localizados.
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