Flávio chama caso “encerrado”, mas contrato de “Dark Horse” continua fora de cena

O candidato diz que o aporte de Vorcaro foi privado, sem contrapartidas e integralmente gasto no filme. Reportagens apontam, porém, que contratos, fornecedores e detalhes da prestação de contas permanecem desconhecidos.
Flávio chama caso “encerrado”, mas contrato de “Dark Horse” continua fora de cena

Flávio chama caso “encerrado”, mas contrato de “Dark Horse” continua fora de cena
A defesa de Flávio Bolsonaro para o financiamento de “Dark Horse” é simples: dinheiro privado, nenhuma contrapartida e assunto encerrado. O problema é que a sabatina no Jornal Nacional deixou em aberto justamente o ponto central — como e por que Daniel Vorcaro destinou uma quantia milionária ao filme sobre Jair Bolsonaro.

Flávio afirmou não haver “absolutamente nada de errado” em um filho buscar financiamento privado para uma produção sobre o pai. Segundo ele, não houve uso de dinheiro público nem benefício oferecido ao empresário: “Não teve nenhuma contrapartida”. A mesma linha apareceu nas redes, onde uma publicação atribuída ao candidato sustentou que todo o patrocínio foi destinado à produção.

Do outro lado, as cobranças ultrapassam a origem privada dos recursos. Uma reportagem afirma que, três meses após a revelação do financiamento, nem o contrato com Vorcaro nem uma prestação de contas detalhada haviam sido apresentados. O laudo citado por Flávio aponta custo total de US$ 13,39 milhões — cerca de R$ 75,18 milhões —, mas não identifica fornecedores, documentos fiscais ou a compatibilidade dos preços com o mercado.

Outra análise concentra a dúvida em um valor de R$ 61 milhões: Flávio não teria explicado por que procurou justamente Vorcaro, quais eram as expectativas de retorno ou quais condições foram negociadas. Durante a entrevista, o candidato disse que sua relação com o empresário “era sobre esse filme e mais nada” e que queria impedir que a obra fosse perdida.

Pressionado, Flávio também deslocou o foco para Lula, afirmando que o presidente deveria explicar um suposto encontro reservado com Vorcaro. Ao mesmo tempo, reiterou que o dinheiro não passou por suas mãos e que a produtora entregou a prestação de contas solicitada. Nas redes, apoiadores amplificaram a inversão de cobrança com a mensagem em letras maiúsculas: “LULA DEVE EXPLICAÇÕES AO POVO BRASILEIRO”.

As versões concordam em um ponto: o aporte foi privado. Divergem no essencial — para Flávio, isso encerra a controvérsia; para os críticos, é apenas o começo das explicações.

https://resumosbrasil.com/stories/01a04f51-0069-3eca-7267-2cc7dccff3b7

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