Oposição diz que ordem de Moraes leva diarista condenada a 14 anos para a prisão
Oposição diz que ordem de Moraes leva diarista condenada a 14 anos para a prisão
A ordem de prisão contra Silvia de Amorim Jesus leva à fase de execução uma das condenações mais severas ligadas ao 8 de Janeiro. De um lado, a maioria do Supremo viu participação ativa nos ataques; de outro, a defesa ainda tenta reverter a pena de 14 anos.
A determinação foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes e encaminhada sob sigilo à Polícia Federal. Silvia, diarista de 46 anos e moradora de Jaru, em Rondônia, estava em liberdade com tornozeleira eletrônica.
Para a acusação, o conteúdo encontrado no celular sustenta que ela viajou a Brasília para participar dos atos e produziu gravações no Palácio do Planalto e nas proximidades do Congresso. Em uma mensagem, escreveu: “É ao vivo meu irmão! Tomemos o poder irmão! Tá pegando fogo!”. Em outro áudio, declarou: “Não me arrependo não, faria tudo de novo. Não vou parar.”
A denúncia começou com acusações de associação criminosa e incitação ao crime, relacionadas ao acampamento diante do Quartel-General do Exército. Depois, com a incorporação de novas provas, o Ministério Público Federal acrescentou imputações de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado.
No STF, prevaleceu a interpretação mais dura. Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin acompanharam Moraes. Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça divergiram — contraste que mostra que, embora a condenação tenha sido majoritária, não houve consenso no tribunal.
Com a prisão determinada, a defesa aposta agora em uma revisão criminal para tentar derrubar a condenação, enquanto o processo avança para o cumprimento da pena.
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