Caso do champanhe põe Eduardo Appio mais perto de perder o cargo
Caso do champanhe põe Eduardo Appio mais perto de perder o cargo
O futuro de Eduardo Appio na magistratura agora depende do Conselho Nacional de Justiça. Enquanto o TRF-4 trata a suspeita de furto de champanhe como incompatível com a função de juiz, Appio sustenta que pagou pelas compras e foi alvo de uma acusação falsa.
Por 14 votos a 2, a Corte Especial Administrativa do TRF-4 decidiu colocar o magistrado em disponibilidade por cinco anos, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, e propor a perda do cargo. A palavra final, porém, caberá ao CNJ. A investigação envolve três garrafas de Moët & Chandon, avaliadas em cerca de R$ 500 cada, que teriam sido retiradas de um supermercado de Blumenau, em Santa Catarina, entre setembro e outubro de 2025. Para o tribunal, a conduta atribuída a Appio seria incompatível com o comportamento exigido de um juiz, mesmo fora do expediente.
A cobertura alinhada à oposição enfatiza a votação expressiva no TRF-4, o período de disponibilidade e o histórico disciplinar do magistrado. Já a abordagem pró-governo dá maior destaque à projeção conquistada por Appio na Lava Jato e à sua contestação pública das acusações. Apesar da diferença de foco, ambas convergem no ponto central: a perda do cargo ainda não é definitiva e precisa ser examinada pelo CNJ.
Appio negou o furto quando o caso veio a público. “Sempre paguei minhas compras. Tenho comprovante”, afirmou, classificando a acusação como “fake news”. O magistrado não respondeu às novas tentativas de contato relatadas pela imprensa.
O juiz ganhou notoriedade em 2023, quando assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba e passou a cuidar de processos remanescentes da Lava Jato. Ficou pouco mais de três meses no posto antes de ser afastado em outro procedimento disciplinar, relacionado a uma ligação ao filho de um desembargador. Após um acordo no CNJ, deixou definitivamente a vara e foi transferido para outra unidade da Justiça Federal em Curitiba.
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