Pró-governo diz que empate no Pará esconde disputa aberta entre continuidade e mudança
Pró-governo diz que empate no Pará esconde disputa aberta entre continuidade e mudança
A eleição para o governo do Pará está travada no topo, mas longe de estar decidida. Dr. Daniel Santos e Hana Ghassan aparecem separados por apenas um ponto, enquanto uma parcela ainda maior do eleitorado não escolheu candidato.
Na pesquisa estimulada da Quaest, o ex-prefeito de Ananindeua soma 28%, ante 27% da governadora. O levantamento classifica os dois como “tecnicamente empatados”: a margem de erro é de três pontos percentuais. Gal Leite, Well Macedo e Araceli Lemos têm 2% cada; José Moita registra 1%. Já 29% estão indecisos e 9% declaram voto branco, nulo ou que não irão votar. No segundo turno, o equilíbrio é absoluto: 36% para cada um.
Os números contrapõem duas forças. Hana representa a continuidade do grupo de Helder Barbalho, que deixou o governo para disputar o Senado, e administra com 51% de aprovação. Dr. Daniel, por sua vez, tenta converter o desejo de mudança em vantagem: 38% defendem uma transformação total na condução estadual, enquanto 34% querem alterar apenas o que não funciona e 22% preferem continuidade.
A aparente estabilidade, contudo, é frágil. Embora 58% afirmem que sua escolha é definitiva, 41% dizem que “ainda podem mudar o voto”. Na pesquisa espontânea, Dr. Daniel tem 14% e Hana, 12%, mas os indecisos chegam a 69%. A saúde lidera com folga as preocupações estaduais, citada por 35%, à frente de violência, com 12%, e infraestrutura, com 10%.
Também não há consenso sobre padrinhos nacionais: 34% preferem um governador aliado de Lula, 29% optam por alguém ligado a Flávio Bolsonaro e 31% querem independência. Assim, Daniel e Hana dividem a dianteira — mas o eleitor sem candidato definido continua com potencial para decidir a corrida.
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