Ex-chefe da FAB rebate Flávio e expõe disputa sobre relato de golpe

Flávio Bolsonaro acusou Carlos Baptista Junior de pedir votos para Lula; o brigadeiro negou e disse que o senador tentou escapar das perguntas sobre a articulação golpista.
Ex-chefe da FAB rebate Flávio e expõe disputa sobre relato de golpe

Ex-chefe da FAB rebate Flávio e expõe disputa sobre relato de golpe
A troca de acusações vai além de uma disputa pessoal: coloca frente a frente duas versões sobre a credibilidade dos depoimentos que sustentaram o processo da tentativa de golpe. De um lado, Flávio Bolsonaro aponta parcialidade; do outro, o ex-chefe da FAB vê uma manobra para evitar o mérito da questão.

Durante sabatina na TV Globo, Flávio foi questionado sobre os relatos de Carlos de Almeida Baptista Junior e do ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes. O senador minimizou sua gravidade: “Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”.

Baptista Junior respondeu que não faz campanha para Lula e classificou a acusação como “leviandade”. Para ele, Flávio tentou fugir da responsabilidade de responder sobre os depoimentos — reação que disse compreender “na figura de filho, mas não de alguém que se proponha a nos presidir”.

O contraste é direto. Flávio procura enfraquecer a testemunha ao atribuir-lhe motivação eleitoral; Baptista insiste que a discussão deve permanecer nos fatos narrados ao Supremo. O brigadeiro afirmou que havia “risco iminente de golpe” após a eleição de 2022 e que temia uma ruptura entre tropas diante de eventual desobediência às decisões dos comandos militares.

O futuro livro de Baptista, Eu Disse Não! Uma trincheira antigolpista, tornou-se outro ponto da disputa. O ex-comandante sugeriu que o senador espere a publicação: “Talvez seja prudente aguardar, ler o livro e refletir, antes de outra entrevista”.

A reação também reflete uma divergência mais ampla sobre o julgamento de Jair Bolsonaro. Em publicação compartilhada por Alexandre Ramagem, Flávio afirma que o ex-presidente “foi julgado pelos seus inimigos”, reforçando a interpretação de perseguição política — bem diferente da leitura de Baptista, centrada nas pressões por uma ruptura institucional.

https://resumosbrasil.com/stories/01a051e4-0da9-0eef-70ca-1aea02e9d1be

Write a comment