Pró-governo diz que novo telescópio da Nasa pode revolucionar a exploração do Universo

Com visão muito mais ampla que a do Hubble, o Roman buscará exoplanetas e pistas sobre matéria e energia escuras. A missão de US$ 4 bilhões chega após tentativas de corte de financiamento.
Pró-governo diz que novo telescópio da Nasa pode revolucionar a exploração do Universo

Pró-governo diz que novo telescópio da Nasa pode revolucionar a exploração do Universo
O Nancy Grace Roman parte para observar o Universo em escala inédita, trocando o olhar concentrado de outros telescópios por um vasto panorama do céu. A ambição científica, porém, contrasta com as disputas políticas que ameaçaram seu financiamento.

As reportagens convergem sobre o papel central do novo observatório: investigar matéria e energia escuras, testar a gravidade e procurar planetas fora do Sistema Solar. A diferença está na ênfase. Uma delas destaca a escala da pesquisa, que deverá alcançar mais de 2 bilhões de galáxias. “O vasto alcance do Roman nos permitirá encontrar o estranho, o raro e o incomum”, afirmou Julie McEnery, cientista sênior do projeto.

Outra ressalta o contraste técnico com os antecessores. Equipado com uma câmera de 300 megapixels, o Roman terá campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o de instrumentos semelhantes do Hubble e poderá mapear o céu até mil vezes mais rapidamente. Já o James Webb continuará dedicado a áreas menores e alvos distantes com riqueza de detalhes. Em vez de substituição, haverá parceria: o Roman localizará fenômenos raros; o Webb poderá examiná-los em profundidade. “Essa combinação é importante porque uma descoberta isolada nem sempre mostra o que acontece no restante do Universo.”

A terceira cobertura põe em primeiro plano o custo estimado de US$ 4 bilhões e a antecipação do lançamento em nove meses. Também recorda que o telescópio homenageia Nancy Grace Roman, primeira astrônoma-chefe da Nasa e figura decisiva para o desenvolvimento do Hubble. Segundo o relato, a agência aposta na “visão panorâmica e na alta velocidade de varredura” para estudar a estrutura e a evolução do cosmos.

Há, contudo, uma divergência nos relatos: uma reportagem cita um Falcon 9, enquanto as outras duas identificam o veículo como Falcon Heavy. Para além da inconsistência, o destino descrito é o mesmo: o ponto de Lagrange 2, a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra. A missão principal deverá durar cinco anos, com possibilidade de chegar a uma década — uma sobrevida científica importante para um projeto cujo orçamento o governo Donald Trump tentou reduzir ou eliminar antes de o Congresso preservar os recursos.

https://resumosbrasil.com/stories/01a05477-4772-3617-7035-0bddbb79cd89

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