Pró-governo diz que Neymar decidiu o clássico e expôs a queda do Corinthians
Pró-governo diz que Neymar decidiu o clássico e expôs a queda do Corinthians
Neymar transformou uma cobrança de falta em vitória, alívio e provocação esportiva. O Santos saiu de Itaquera mais distante da zona de rebaixamento; o Corinthians, apesar da pressão no segundo tempo, terminou o clássico sob vaias e novas dúvidas.
A diferença entre os astros foi nítida. Neymar comandou as ações ofensivas, acertou a trave na falta que originou o gol de Christian Oliva e permaneceu em campo durante os 90 minutos. Memphis Depay, por sua vez, teve atuação discreta e não participou dos dois chutes corintianos no alvo. Para Paulo Vinicius Coelho, o resultado também quebrou escritas: foi apenas a terceira vitória santista em Itaquera e a primeira como visitante contra o rival pelo Brasileiro desde 2011.
As leituras sobre o placar convergem quanto à superioridade santista, mas divergem no tom. Juca Kfouri destacou a organização do time de Cuca e resumiu o duelo individual: “Na comparação com Memphis o santista foi muito mais útil.” Milton Neves preferiu soar o alarme no Parque São Jorge, apontando que três derrotas consecutivas recolocam o rebaixamento no horizonte corintiano.
Para o Santos, o triunfo teve peso duplo: foi a primeira vitória em oito clássicos na temporada e abriu quatro pontos de vantagem sobre o primeiro clube no Z-4. Para o Corinthians, estacionado nos 32 pontos, o contraste é incômodo: mais posse e pressão, porém poucas oportunidades claras.
Nem tudo, contudo, foi celebração aos protagonistas. Danilo Lavieri avaliou que Santos e Corinthians sustentam projetos financeiramente frágeis em torno de Neymar e Memphis, classificando o cenário como um “delírio coletivo”.
Fora das quatro linhas, Neymar adotou tom conciliador. Após presentear um torcedor mirim corintiano com sua camisa, elogiou a arquibancada: “Incentivaram até o fim, mesmo perdendo o jogo; isso eu nunca vi em nenhum lugar.” Já de olho no Palmeiras, prometeu encarar a difícil missão na Copa do Brasil com leveza: “Vamos jogar para nos divertir.”
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