Pró-governo diz que operação mira David Corrêa, mas Vasco mantém atacante à disposição

Buscas ligadas à Operação A Tropa chegaram às casas e aos centros de treinamento de atletas. Enquanto a polícia apura mensagens e movimentações financeiras, clubes ressaltam que não há conclusão sobre responsabilidades individuais.
Pró-governo diz que operação mira David Corrêa, mas Vasco mantém atacante à disposição

Pró-governo diz que operação mira David Corrêa, mas Vasco mantém atacante à disposição
Uma investigação sobre tráfico interestadual de drogas e armas colocou jogadores profissionais sob escrutínio — mas, enquanto a polícia procura esclarecer as conexões, os clubes evitam antecipar culpa e mantêm os atletas trabalhando normalmente.

A Operação A Tropa mobilizou cerca de 100 policiais e cumpriu quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. Entre os alvos das buscas estão o atacante David Corrêa, do Vasco, e o lateral Hayner, emprestado pelo Santos ao Vila Nova.

A apuração teria começado com um celular apreendido depois de uma tentativa de homicídio em Serra, em 2024. Segundo fontes ligadas à investigação, o aparelho continha supostas conversas dos atletas com integrantes do grupo, além de registros de transferências bancárias. Ainda não está esclarecida, porém, a eventual participação individual de cada jogador, e não há conclusão sobre responsabilidade criminal.

Do lado policial, o foco está na dimensão interestadual do caso. “A operação integra uma atuação conjunta entre as Polícias Civis dos estados para o cumprimento de medidas judiciais e o enfrentamento de organizações criminosas que atuam de forma interestadual”, afirmou a Polícia Civil do Rio.

Os clubes adotam uma leitura mais cautelosa. Após buscas na casa de David e no CT vascaíno, o diretor Admar Lopes disse que o Vasco está colaborando, mas não comentará o mérito antes de uma decisão das autoridades. O dirigente acrescentou que o atacante “continua a trabalhar normalmente nos próximos dias e está disponível para jogo”.

Hayner também nega envolvimento com atividades ilícitas. Segundo o Vila Nova, ele acredita ter entrado no radar policial por manter amizade de infância com um dos investigados. O clube afirmou que o lateral “colaborou integralmente com as autoridades” e segue em sua rotina profissional.

Assim, polícia e clubes convergem quanto à necessidade de cooperação, mas divergem no foco: investigadores procuram vínculos e provas; as equipes insistem na ausência de conclusões e preservam os atletas enquanto o inquérito avança sob sigilo.

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