Pró-governo diz que condenação finalmente esclarece assassinato de Tupac

Duane “Keffe D” Davis foi condenado por organizar o ataque de 1996, embora não seja acusado de atirar. A defesa rejeita as confissões usadas no processo e anuncia recurso.
Pró-governo diz que condenação finalmente esclarece assassinato de Tupac

Pró-governo diz que condenação finalmente esclarece assassinato de Tupac
Quase três décadas depois dos tiros que mataram Tupac Shakur, um júri de Las Vegas chegou ao primeiro veredicto do caso. A condenação, porém, não encerra a disputa: de um lado, a acusação apresenta Duane “Keffe D” Davis como mentor do ataque; do outro, a defesa diz que as declarações usadas contra ele eram invenções comerciais.

Davis, de 63 anos, foi considerado culpado de assassinato em primeiro grau com uso de arma letal e pode receber prisão perpétua. Os promotores não sustentaram que ele tenha disparado contra Tupac, mas que comandou a ação e entregou a arma ao atirador — base suficiente para uma condenação segundo a legislação de Nevada.

A acusação descreveu o crime como retaliação pela agressão sofrida pelo sobrinho de Davis em um cassino, horas antes do ataque. Gravações, aparições na imprensa e o livro de memórias Compton Street Legend formaram o núcleo do processo. Para a defesa, contudo, as palavras do réu eram “mero blablablá” e não poderiam ser confirmadas por outras provas.

Essa é a principal fratura entre as versões. Os promotores tratam os relatos de Davis como confissões que revelaram sua participação: ele teria saído à procura de Tupac e do executivo Suge Knight em um Cadillac branco e passado uma arma ao banco traseiro. Seu advogado, Michael Sanft, classificou essas declarações como “ficção e mentiras criadas para promover o livro”.

O júri, composto por 12 pessoas, deliberou por cerca de três horas e decidiu pela culpa por unanimidade. Davis, único acusado no assassinato, declarou-se inocente e informou à juíza que pretende recorrer. A sentença está prevista para 13 de outubro; até lá, o veredicto marca uma resposta judicial histórica, mas não elimina as controvérsias sobre quem puxou o gatilho naquela noite de 1996.

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