Pró-governo diz que expulsão abriu caminho para virada épica do Atlético-MG

O Cruzeiro saiu na frente com Kaio Jorge, mas perdeu Lucas Villalba e viu o Atlético-MG virar por 2 a 1 na reta final. O clássico ainda reacendeu as disputas sobre arbitragem, provocações e as divididas envolvendo Ruan Tressoldi.
Pró-governo diz que expulsão abriu caminho para virada épica do Atlético-MG

Pró-governo diz que expulsão abriu caminho para virada épica do Atlético-MG
O Cruzeiro parecia encaminhar a classificação na Arena MRV, mas uma expulsão mudou o clássico. Com um jogador a mais, o Atlético-MG buscou dois gols na reta final, venceu por 2 a 1 e avançou à semifinal da Copa do Brasil.

Após o empate por 1 a 1 na ida, Kaio Jorge colocou os visitantes em vantagem aos 30 minutos, cobrando pênalti sofrido por ele próprio. Lucas Villalba, porém, recebeu o segundo amarelo aos 16 da etapa final. Victor Hugo empatou aos 32, e Fred completou a virada aos 44.

A penalidade condensou as versões opostas do clássico. Fred contestou a decisão: “Eu não acho que foi pênalti, o Kaio Jorge cai muito”. Lucas Romero rebateu imediatamente: “Foi um pênalti muito claro. Eu acho o Kaio muito esperto. Esperou o cara, chegou muito forte dentro da área”.

Kaio também incendiou a arquibancada ao comemorar diante dos atleticanos e dizer para a câmera: “Papai tá aqui”. Copos e um par de chinelos foram atirados no gramado, enquanto jogadores das duas equipes discutiam. A provocação ampliou uma rivalidade já tensionada pelo duelo de ida, quando Ruan Tressoldi caiu após uma disputa com o atacante e precisou deixar o Mineirão de ambulância. Depois, o zagueiro acusou Kaio de buscar “vantagem na deslealdade”; a diretoria do Atlético classificou o lance como “maldade e deslealdade”.

Antes da volta, Ruan evitou cumprimentar Kaio. Já com a bola rolando, voltou a sentir dores após nova dividida com o cruzeirense e saiu de maca logo no início, recebendo gelo no banco.

Para o Cruzeiro, o pênalti foi legítimo e a expulsão desmontou a vantagem. Para o Atlético, prevaleceram a insistência e a reação coletiva. Entre versões inconciliáveis sobre arbitragem e conduta, o placar ofereceu a única conclusão definitiva: o Galo segue na Copa do Brasil.

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