Oposição diz que Caiado já escolheu Ratinho Jr., mas eleição impõe obstáculo

Caiado tenta transformar uma antiga disputa interna do PSD em demonstração de unidade. Ratinho Jr. aceitou o convite, mas a nomeação depende de uma forte reação do presidenciável nas pesquisas.
Oposição diz que Caiado já escolheu Ratinho Jr., mas eleição impõe obstáculo

Oposição diz que Caiado já escolheu Ratinho Jr., mas eleição impõe obstáculo
Ronaldo Caiado antecipou uma peça central de um eventual governo antes mesmo de destravar sua candidatura nas pesquisas. Ao escalar Ratinho Junior para a Infraestrutura, o presidenciável tenta trocar a imagem de disputa interna no PSD por uma demonstração pública de unidade.

Caiado apresentou o governador do Paraná como credencial administrativa para o projeto nacional. “O nosso ministro de Infraestrutura: Ratinho Junior. Veja lá o que ele fez no Paraná e o que ele vai fazer no Brasil”, afirmou. Ratinho aceitou o convite e classificou a área como “essencial para fazer o Brasil voltar a crescer”.

Os dois convergem no discurso: infraestrutura aparece como motor do desenvolvimento, enquanto a experiência paranaense é oferecida como modelo para rodovias, ferrovias e hidrovias. A diferença está no papel político de cada um. Caiado usa o anúncio para reforçar sua chapa e projetar capacidade de governo; Ratinho, por sua vez, abraça uma função estratégica sem disputar cargo eletivo neste ciclo, segundo o relato publicado.

A aproximação também contrasta com o começo do ano, quando Caiado e Ratinho concorreram internamente pela indicação presidencial do PSD. O presidente da legenda, Gilberto Kassab, acabou escolhendo o ex-governador de Goiás, e o antigo adversário agora surge como futuro ministro. “É um craque”, disse Caiado; Ratinho respondeu ser “um privilégio” acompanhá-lo na caminhada.

Há, contudo, uma distância entre o anúncio e sua execução. A mesma reportagem aponta Ratinho com 79% de aprovação no Paraná, enquanto Caiado aparece com 5% das intenções de voto, em quarto lugar, atrás de Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury. Assim, o convite funciona simultaneamente como plano administrativo e aposta eleitoral: exibe reconciliação e força regional, mas depende de uma reviravolta nacional para sair do vídeo de campanha e chegar ao ministério.

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