Alcolumbre reage à pressão por Moraes e joga o caso “Dark Horse” contra Flávio
Alcolumbre reage à pressão por Moraes e joga o caso “Dark Horse” contra Flávio
A pressão para que Davi Alcolumbre abra um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes ganhou um contra-ataque: o presidente do Senado puxou Flávio Bolsonaro para o centro do caso Banco Master. Agora, governo e oposição disputam qual relação com Daniel Vorcaro é mais grave — e qual está sendo convenientemente esquecida.
Cobrado no plenário por senadores oposicionistas, Alcolumbre lembrou o pedido de R$ 130 milhões ao ex-banqueiro para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. “Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou, prometendo apresentar depois um relato mais amplo.
A oposição enxerga uma falsa equivalência. Seu foco são as mensagens que, segundo relatório da Polícia Federal, mostram Vorcaro buscando apoio de Moraes em investigações e processos envolvendo o banqueiro e o Master. Para esses parlamentares, o conteúdo exige explicações e justifica avançar sobre os pedidos de afastamento do ministro.
Alcolumbre e seus aliados devolvem a acusação de seletividade. Flávio, um dos principais defensores da saída de Moraes, também manteve conversas com Vorcaro e solicitou recursos para a produção cinematográfica sobre o pai. Ao lembrar o episódio, o presidente do Senado não respondeu diretamente às suspeitas envolvendo o ministro, mas expôs a vulnerabilidade política de quem lidera a cobrança.
Nas redes, a divisão apareceu sem rodeios. Rodrigo Constantino rejeitou a comparação feita por Alcolumbre: “São coisas BEM diferentes”. Já perfis alinhados à esquerda concentraram críticas na condução do caso e levantaram dúvidas sobre eventual uso seletivo das investigações, enquanto opositores transformaram as revelações em combustível para o impeachment.
Os dois campos concordam apenas em um ponto: as ligações de Vorcaro com autoridades precisam ser esclarecidas. Divergem sobre o alvo prioritário. A oposição aponta para Moraes; Alcolumbre responde que o escrutínio não pode parar antes de chegar a Flávio Bolsonaro.
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