Denúncia contra Magno Malta opõe relato de tapa à versão de reação à dor

O MPDFT acusa o senador de agredir uma técnica de enfermagem durante um exame em Brasília. Malta nega o tapa, atribui sua reação à dor e promete buscar imagens e perícia.
Denúncia contra Magno Malta opõe relato de tapa à versão de reação à dor

Denúncia contra Magno Malta opõe relato de tapa à versão de reação à dor
Uma denúncia do Ministério Público colocou frente a frente duas versões incompatíveis sobre um atendimento hospitalar: de um lado, o relato de uma técnica de enfermagem que afirma ter levado um tapa; do outro, a defesa do senador Magno Malta, que nega qualquer agressão.

O episódio ocorreu no Hospital DF Star, em Brasília, durante a preparação de uma angiotomografia com aplicação de contraste. Segundo a acusação, Malta teria atingido o rosto da profissional. O Ministério Público apresentou a denúncia com base na Lei das Contravenções Penais, e a Justiça do Distrito Federal deu ao senador dez dias para responder.

A técnica, de 27 anos, sustenta que também foi chamada de “imunda” e “incompetente”. Conforme o boletim de ocorrência, o golpe teria entortado seus óculos, levando-a a deixar imediatamente a sala. O MPDFT pede reparação por danos materiais e morais. Antes da denúncia, teria sido oferecido ao parlamentar um acordo de R$ 6 mil ou 45 horas de serviços comunitários, proposta que ele recusou.

A versão de Malta parte do mesmo ponto — uma falha na aplicação do contraste —, mas chega à conclusão oposta. O senador afirma que o extravasamento do líquido provocou dor aguda e que sua reação foi “compatível com o sofrimento físico experimentado”, sem agressão contra profissionais de saúde. Ele também classificou o caso como “perseguição” e “guerra espiritual”, registrou boletim de ocorrência e disse que pretende solicitar imagens de segurança e perícia.

Enquanto a acusação descreve um tapa deliberado acompanhado de ofensas, a defesa apresenta uma reação involuntária causada pela dor. O hospital informou ter aberto apuração administrativa e oferecido apoio à funcionária; ela chegou a ser afastada “por recomendação” de seu médico particular. Caberá agora à Justiça avaliar os relatos e as eventuais provas do atendimento.

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