Lula lidera, mas Flávio transforma o segundo turno em disputa voto a voto
Lula lidera, mas Flávio transforma o segundo turno em disputa voto a voto
O Datafolha entrega duas fotografias da mesma corrida. Na primeira, Lula aparece à frente e vence numericamente todos os adversários testados. Na segunda, Flávio Bolsonaro reduz a distância até transformar um eventual segundo turno numa disputa sem favorito estatístico.
O recorte mais favorável ao governo está nas demais simulações de segundo turno. Lula registra 46% contra 41% de Ronaldo Caiado, abre 48% a 39% sobre Romeu Zema e marca 47% diante dos 38% de Renan Santos. Contra Flávio, porém, a vantagem é de apenas dois pontos: 46% a 44%, um “empate técnico” dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na rodada anterior, a diferença era de quatro pontos, também no limite da margem.
Pelo ângulo da oposição, o dado central é justamente a competitividade de Flávio: embora esteja atrás no primeiro turno, ele chega ao confronto direto em condições de igualdade estatística. Lula lidera a etapa inicial com 38%, ante 33% do senador. A rejeição reforça o equilíbrio — 47% afirmam que não votariam em Flávio de jeito nenhum, enquanto 45% dizem o mesmo sobre Lula.
Há ainda um terceiro movimento. Augusto Cury avançou de 2% para 8% e assumiu a terceira colocação, superando Caiado, com 4%, Renan, com 3%, e Zema, com 2%. O salto o deixa “numericamente à frente dos demais”, mas ainda distante dos dois líderes.
Assim, governo e oposição encontram motivos distintos para comemorar: Lula preserva a dianteira e vence todos os cenários apresentados; Flávio mantém 33% no primeiro turno e encosta no segundo. A liderança existe, mas a margem mais importante da disputa desapareceu dentro da margem de erro.
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