Denúncia de tentativa de homicídio contrasta com registro de lesão corporal em MG

Duda Salabert e um assessor relatam que foram perseguidos e agredidos ao fiscalizar uma possível extração irregular de minério. Enquanto sua equipe fala em tentativa de homicídio, o boletim registra lesão corporal.
Denúncia de tentativa de homicídio contrasta com registro de lesão corporal em MG

Denúncia de tentativa de homicídio contrasta com registro de lesão corporal em MG
A deputada federal Duda Salabert denunciou ter sido vítima de uma tentativa de homicídio durante uma fiscalização de uma possível extração irregular de minério, na madrugada de sexta-feira (4), entre Belo Horizonte e Nova Lima. O relato mais detalhado afirma que ela e um assessor perceberam pessoas em atitude suspeita e começaram a filmar o local, descrito no boletim como conhecido por ocorrências relacionadas a “furto e extração de minério”.

Segundo essa versão, os homens passaram pela dupla e depois retornaram. Temendo uma abordagem, Duda e o assessor tentaram escapar por um barranco, mas caíram e foram alcançados. O assessor disse ter sido imobilizado, ter o celular arrancado e arremessado e, em seguida, receber chutes na cabeça e no corpo. A deputada também relatou agressões e afirmou que seu telefone foi tomado e jogado nas proximidades.

A cobertura de outro veículo coincide nos pontos centrais — fiscalização, tentativa de fuga, queda e agressões —, mas acrescenta o atendimento posterior. Duda e o assessor Felipe Gomes teriam conseguido chegar às instalações da Copasa, onde pediram ajuda e acionaram a Polícia Militar. A parlamentar sofreu escoriações e luxação no ombro direito; buscas foram realizadas, mas os suspeitos não haviam sido localizados.

A principal diferença está no enquadramento do episódio. A equipe de Duda o apresenta como tentativa de homicídio, uma avaliação baseada na perseguição e na violência narradas pelas vítimas. Já o boletim de ocorrência, segundo a reportagem, registra o caso como “lesão corporal”. Essa divergência não invalida o relato das agressões, confirmado de forma semelhante pelas duas coberturas, mas mostra que a definição jurídica ainda depende da investigação.

A Polícia Civil abriu procedimento para apurar o caso. Até o momento descrito nas reportagens, os homens apontados como autores não haviam sido identificados ou presos.

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