Pró-governo diz que reestruturação da Globo, e não a Copa, explica saída de executivos

A Globo nega que a negociação dos direitos da Copa de 2026 tenha provocado as mudanças. A reorganização reúne áreas estratégicas e encerra ciclos de três dirigentes veteranos.
Pró-governo diz que reestruturação da Globo, e não a Copa, explica saída de executivos

Pró-governo diz que reestruturação da Globo, e não a Copa, explica saída de executivos
A saída de Manuel Belmar, Manuel Falcão e Pedro Garcia marca uma troca de comando em áreas centrais da Globo — mas a empresa insiste que não se trata de uma crise ligada ao futebol. O movimento, segundo a versão oficial, responde exclusivamente a uma nova estrutura corporativa.

Os três executivos carregam trajetórias extensas. Belmar chegou ao grupo em 2003 e ganhou papel central na integração conhecida como “Uma Só Globo”, acumulando responsabilidades sobre finanças, jurídico, infraestrutura e produtos digitais. Falcão, por sua vez, entrou como estagiário em 1996 e avançou por diferentes funções criativas até assumir Marca e Comunicação. Garcia deixa a companhia depois de 45 anos, com passagem destacada pela aquisição de direitos e pela área esportiva.

É justamente a atuação de Garcia que alimentou especulações sobre uma possível relação entre as saídas e a renegociação dos direitos da Copa do Mundo de 2026. A Globo contestou essa leitura. Em nota, afirmou que a decisão sobre o torneio foi tomada “exclusivamente pelo Conselho de Administração do Grupo” e que não poderia ser atribuída individualmente aos executivos. A emissora classificou a reorganização como o “único motivo” das movimentações.

Na prática, as mudanças vão além das despedidas. Fernando Ramos assumirá a nova estrutura de Distribuição e Direitos, enquanto Júlia Rueff ficará à frente de Plataformas Digitais. Cristovam Ferrara comandará interinamente Marca e Comunicação até a escolha de uma liderança para a área integrada de Consumidor, Marketing e Marca.

A Globo também aproximará TV Globo e Estúdios Globo e transferirá Relações Institucionais, Jurídico e Compliance para a holding. O contraste é claro: enquanto as especulações procuram um estopim na Copa, a companhia descreve uma reforma mais ampla, desenhada para acelerar o digital, integrar operações e redistribuir poder internamente.

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