Justiça vê plano milionário, mas brasileira condenada à perpétua nega assassinato
Justiça vê plano milionário, mas brasileira condenada à perpétua nega assassinato
O que inicialmente pareceu um atropelamento fatal ganhou, nos tribunais italianos, contornos de uma trama cuidadosamente ensaiada. Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, foi condenada à prisão perpétua por planejar a morte do companheiro, Fabio Ravasio, atingido por um carro enquanto pedalava na província de Milão, em 2024.
Para a acusação, o dinheiro foi o motor do crime. Promotores afirmaram que Adilma organizou o homicídio durante meses para ter acesso ao patrimônio de Ravasio. A sentença veio após um julgamento de 12 horas, no qual ela insistiu que “não tinha motivos para matar Fábio”. Advogados da família da vítima classificaram a decisão como justa e destacaram a condenação dos oito réus.
Os relatos convergem sobre a participação de familiares, amigos e antigos companheiros, mas diferem no foco. Um deles enfatiza o julgamento e informa que outras duas pessoas — Marcello Trifone e Fabio Lavezzo — também receberam prisão perpétua. Os demais envolvidos foram condenados a penas entre 14 anos e quatro meses e 24 anos.
Outro relato detalha a divisão de tarefas: um participante avisaria sobre a aproximação do ciclista, outro bloquearia o trânsito, enquanto o filho de Adilma conduziria o carro. Um mecânico teria preparado o veículo. A herança e os seguros de vida somariam cerca de € 3 milhões, e a contratação de um assassino por € 100 mil teria sido considerada antes da opção pela emboscada.
A condenação não encerra a disputa. Adilma mantém sua inocência, e a defesa anunciou recurso. Paralelamente, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre a morte, em 2011, de Michele Della Malva, ex-marido da brasileira, antes atribuída a um infarto. Promotores agora apuram a hipótese de envenenamento — uma suspeita ainda sem conclusão.
https://resumosbrasil.com/stories/01a06ebf-e202-3ebe-70df-3653d95b7fc8
Write a comment