Justiça mantém ação contra Melhem, e defesas denunciam censura e apostam em absolvição

Audiência foi marcada para 22 de outubro, com restrições a novas menções públicas às pessoas citadas no processo. Enquanto a juíza vê indícios para a ação avançar, os réus contestam a decisão.
Justiça mantém ação contra Melhem, e defesas denunciam censura e apostam em absolvição

Justiça mantém ação contra Melhem, e defesas denunciam censura e apostam em absolvição
A disputa judicial envolvendo Marcius Melhem entrou em uma fase decisiva. A 20ª Vara Criminal do Rio de Janeiro marcou para 22 de outubro a audiência de instrução e julgamento da ação na qual o ex-diretor de humor da Globo é acusado de perseguição e violência psicológica contra quatro atrizes. O jornalista Ricardo Feltrin também é réu.

A juíza Juliana Benevides de Barros Araujo rejeitou os pedidos para interromper o processo. Na avaliação da magistrada, existem “indícios suficientes de autoria e materialidade para a deflagração da ação penal”. Ela também sustentou que o arquivamento de outro procedimento não encerra a discussão atual, pois envolvia pessoas diferentes.

Além de manter a ação, a Justiça proibiu Melhem e Feltrin de fazer novas referências públicas a Dani Calabresa, Carol Portes, Veronica Debom, Renata Ricci e à advogada Mayra Cotta. A restrição alcança postagens, entrevistas, transmissões, vídeos, áudios, mensagens e documentos divulgados diretamente ou por terceiros.

As defesas apresentam uma leitura oposta. Feltrin classificou a decisão como “absurda e arbitrária” e afirmou: “Trata-se de censura”. Segundo ele, perícias concluíram que seus vídeos tinham caráter jornalístico, argumento que, em sua visão, não recebeu o devido peso.

Os advogados de Melhem, por sua vez, dizem ter “absoluta convicção de que a acusação não vai prosperar”. Alegam que os fatos já foram examinados em outro procedimento arquivado e citam análises técnicas e manifestações do Ministério Público favoráveis à rejeição da denúncia.

A juíza, contudo, considera que a acusação descreve detalhadamente a atuação de cada réu e manteve, nesta etapa, o levantamento do NetLab da UFRJ entre os elementos do processo. A audiência deverá confrontar essas interpretações antes de qualquer decisão sobre culpa ou absolvição.

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