Oposição diz que Moraes passou dos limites ao mirar Mendonça no STF

Marco Aurélio Mello defende que Mendonça apenas cumpriu seu papel, enquanto Moraes aponta riscos na atuação do colega. Fachin tenta conter a crise submetendo o caso à PGR.
Oposição diz que Moraes passou dos limites ao mirar Mendonça no STF

Oposição diz que Moraes passou dos limites ao mirar Mendonça no STF
A disputa expôs duas leituras frontalmente opostas sobre os limites de um ministro do Supremo. Para Marco Aurélio Mello, André Mendonça não investigou Alexandre de Moraes: apenas conduziu o processo e encaminhou à Procuradoria-Geral da República um relatório produzido pela Polícia Federal.

“Em primeiro lugar, juiz não investiga, quem investiga é a polícia”, afirmou o ministro aposentado. Segundo ele, Mendonça não pode ser “execrado” por solicitar esclarecimentos e ouvir o Ministério Público. Marco Aurélio também considerou incompatível que Moraes, potencial vítima no episódio, tentasse incluir o colega em um inquérito sob sua própria relatoria.

Moraes sustenta a leitura contrária. Seu pedido se baseou em um relatório de inteligência da PF que apontava supostos riscos na conduta de Mendonça durante a relatoria do caso Master e de investigações sobre descontos ilegais do INSS. O documento, porém, foi classificado pela própria corporação como “sem valor probatório”. A PGR também criticou Mendonça por supostamente extrapolar suas atribuições e defendeu a anulação do relatório divulgado.

Fachin procurou uma terceira via. Em vez de deixar o pedido nas mãos de Moraes, retirou a solicitação do inquérito das fake news, pediu um parecer da PGR e cobrou informações dos dois ministros, da PF e do Ministério Público. Marco Aurélio, que antes sugerira uma conversa reservada, passou a defender uma sessão pública para que a Corte responda à sociedade.

Fora do tribunal, apoiadores de Mendonça rejeitaram equiparar as condutas. Eduardo Bolsonaro classificou como “falsa equivalência” comparar a investigação conduzida por Mendonça com a tentativa de incluí-lo no inquérito relatado por Moraes. O contraste resume a crise: de um lado, uma acusação de excesso funcional; do outro, a suspeita de que o instrumento usado para reagir ao excesso criaria um conflito ainda maior.

https://resumosbrasil.com/stories/01a0729c-e427-0fb9-7077-3e7adb4f8130

Write a comment