Pró-governo diz que alta de Parreira coroa uma batalha de 80 dias pela vida
Pró-governo diz que alta de Parreira coroa uma batalha de 80 dias pela vida
Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção Brasileira no tetracampeonato mundial de 1994, deixou neste sábado (5) o Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, após 80 dias de internação. O hospital celebrou a alta, mas ressaltou que o tratamento não terminou: “A partir de agora, ele fará acompanhamento domiciliar e ambulatorial para monitoramento do seu quadro geral”.
O tom de alívio contrasta com a gravidade do percurso. Internado em 16 de junho com inflamação pulmonar, Parreira passou 43 dias na UTI e enfrentou sucessivas complicações. Segundo o pneumologista Arthur Vianna, houve “insuficiência respiratória aguda provavelmente causada por uma toxicidade pulmonar medicamentosa”. O ex-técnico precisou de ventilação mecânica invasiva, traqueostomia, hemodiálise e procedimentos para conter um sangramento nasal.
A avaliação clínica destaca a superação de um quadro crítico; a família, por sua vez, atribui peso semelhante à fé e à rede de apoio. “Foi um período muito intenso. A gente sempre teve muita fé. Foi um período de muita união, muita oração da família e dos amigos”, afirmou Vanessa Parreira. Uma equipe foi contratada para auxiliá-lo em casa, onde ele continuará cercado por familiares e receberá visitas.
Na saída, funcionários e admiradores aplaudiram Parreira ao som de gritos de “é campeão”. O treinador relacionou a homenagem à trajetória construída no futebol: “Isso é o produto final de um trabalho de 40 anos com clubes e com a seleção. A gente fica agradecido com esse carinho”.
A alta abre uma nova etapa, não um ponto final. Aos 83 anos, Parreira também trata um linfoma de Hodgkin. Agora, trocará a estrutura hospitalar pelos cuidados domiciliares, mantendo acompanhamento ambulatorial após superar os momentos mais delicados da internação.
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