Resgates após dez dias trazem esperança, mas relatos divergem sobre o desastre no Nepal
Resgates após dez dias trazem esperança, mas relatos divergem sobre o desastre no Nepal
Dez dias depois das enchentes que devastaram a fronteira do Nepal com o Tibete, equipes de emergência ainda encontram sobreviventes — um raro sinal de esperança em meio a milhares de desaparecidos.
Um dos relatos informa que um trabalhador chinês foi retirado de um túnel da usina Upper Trishuli-1, no distrito de Rasuwa. Também afirma que uma nepalesa de 60 anos estava presa “no último andar de um prédio de quatro andares”, em Nuwakot. Na véspera, outros dois trabalhadores haviam saído vivos de um túnel da usina Trishuli 3A. Essa versão situa as inundações em 26 de agosto e aponta pelo menos 1.375 mortes nos dois países, além de mais de 5 mil desaparecidos.
A outra narrativa concentra-se na mulher, mas descreve circunstâncias diferentes: ela teria passado dez dias “soterrada sob uma casa” em Betravati antes de ser levada de helicóptero a Catmandu. O texto também identifica os trabalhadores resgatados da Trishuli 3A como Sanjay Shah e Kabir Maharjan e diz que eles estavam a 170 metros de profundidade. Socorristas conseguiram estabelecer contato por voz antes da retirada.
As duas versões concordam no essencial: os resgates ocorreram após dez dias e incluíram pessoas presas em instalações hidrelétricas. Divergem, porém, nos detalhes e nos balanços. O segundo relato contabiliza ao menos 1.259 mortos e mais de 5 mil desaparecidos no Nepal, além de 21 mortos e 541 desaparecidos no lado tibetano. Também estima que 115 trabalhadores ainda estejam no túnel principal da usina e registra a expectativa das autoridades de encontrar mais sobreviventes.
A causa é apresentada como o provável derretimento de uma geleira. Entre números ainda instáveis e descrições conflitantes, os salvamentos mostram que a operação continua sendo uma corrida contra o tempo.
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