Ataque com drones expõe divergência sobre mortos e provoca promessa de reação na Colômbia

Relatos concordam que o ELN atacou uma guarnição em Catatumbo e deixou cinco feridos, mas divergem entre dois e três militares mortos. O governo promete ampliar a ofensiva na região.
Ataque com drones expõe divergência sobre mortos e provoca promessa de reação na Colômbia

Ataque com drones expõe divergência sobre mortos e provoca promessa de reação na Colômbia
Um ataque com drones contra a guarnição de Trapiche, no município de Ocaña, colocou a região colombiana de Catatumbo novamente no centro do confronto entre o governo e o Exército de Libertação Nacional (ELN). As versões disponíveis convergem sobre cinco militares feridos, mas apresentam uma diferença crucial: o número de mortos.

O relato alinhado ao governo informa que dois soldados morreram após cerca de 20 drones carregados com explosivos atingirem a instalação militar. A ofensiva levou o prefeito de Ocaña a decretar toque de recolher noturno, enquanto vídeos nas redes sociais mostravam estudantes abrigados no chão de salas de aula ao som de explosões. Abelardo de la Espriella atribuiu a ação ao ELN e advertiu: “Por cada policial ou soldado que assassinarem, farei recair sobre vocês todo o peso e toda a força legítima do Estado”.

Já o relato associado à oposição contabiliza três mortos: o capitão Marco David Pirajón Montezuma e os soldados Jhon Carlos Marrugo e Joel Alberto Jiménez Jaramillo. Segundo essa versão, o ataque inicial com drones foi seguido por operações de segurança e um confronto com supostos integrantes do ELN. Uma aeronave da Força Aérea também teria sido atingida por estilhaços.

Apesar da divergência no balanço, as duas narrativas apontam para a mesma direção política: uma resposta militar mais dura. De la Espriella, que interrompeu as negociações iniciadas por seu antecessor, afirmou ter preparado com os comandos militar e policial uma nova estratégia para atingir estruturas, lideranças, finanças e economias ilícitas em Catatumbo. “Nós os perseguiremos, localizaremos e combateremos incansavelmente”, declarou.

O ataque ocorre quando o presidente intensifica bombardeios e operações terrestres, apoiado pelos Estados Unidos no combate ao narcotráfico. A diferença entre dois e três mortos ainda precisa ser esclarecida; a escalada da resposta oficial, porém, já está anunciada.

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